SÁBADO, 19 JANERIO 2013 10:13
ALocar Saneamento Ambiental (sediada em Caruaru, Pernambuco) será a nova empresa de lixo da cidade. Na tarde de ontem, a empresa venceu a licitação pública por carta convite, que contou com a participação de duas outras firmas. O contrato com a Prefeitura é emergencial, com duração de seis meses. E a coleta de lixo já começa hoje.
Segundo o presidente da Comdep, Hélio Dias, com a entrada da nova empresa, acredita-se que dentro de poucos dias o serviço de coleta já esteja normalizado. “Essa empresa já presta serviço para 20 municípios e mostrou que tem capacidade técnica para operar na nossa cidade”, ressaltou ele, lembrando que 130 funcionários, entre administração, agentes de limpeza urbana e motoristas estarão atuando.
ALocar vai operar com 26 caminhões, realizando 15 rotas de coleta por dia no primeiro distrito, oito nos demais distritos e mais sete rotas no período da noite. Para normalizar a coleta de lixo nomunicípio, a empresa também irá dobrar o número de caminhões aos domingos. “O objetivo é regularizar a coleta, e para isso intensificar os trabalhos nos domingos é essencial”, salientou Hélio Dias.
A Locar também se comprometeu a reaproveitar os funcionários da Carfilurb (empresa que foi contratada emergencialmente pela administração anterior e que teve o contrato encerrado ontem, dia 18). Segundo o presidente da Comdep, a Locar também irá utilizar a antiga sede da Locanty, localizada na Rua Coronel Veiga.
Redação Tribuna
sábado, 19 de janeiro de 2013
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Bomtempo denuncia desvio de doações para empreiteira
O prefeito Rubens Bomtempo vai denunciar ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado o desvio de R$ 776 mil destinados às vítimas da tragédia do Vale do Cuiabá. Proveniente da conta SOS Doações Petrópolis, o dinheiro foi utilizado pelo governo anterior para pagar serviços de uma empreiteira contratada para realizar obras de urbanização naquela região de Itaipava.
O contrato original previa que o pagamento fosse realizado com recursos orçamentários do município, mas, faltando apenas três dias para encerrar o ano e a gestão do ex-prefeito, o governo anterior cancelou o documento e saldou a dívida por meio de outro empenho, desta vez utilizando os recursos das doações de pessoas físicas e entidades privadas feitas à Prefeitura exclusivamente para socorro às vítimas das chuvas.
A denúncia ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado foi um dos compromissos assumidos por Bomtempo em defesa dos interesses dos moradores, durante reunião realizada no dia 12 de janeiro, no Centro de Cidadania de Itaipava, para lembrar os dois anos da tragédia ocorrida no Vale do Cuiabá. Na visão do prefeito Rubens Bomtempo, além do aspecto imoral da utilização desses recursos, houve também o descumprimento de trâmites administrativos legais. “O Departamento de Licitações da Prefeitura sequer deu parecer ou lavrou o documento que alterou a fonte pagadora do contrato. Ainda assim, naquele momento, quase dois anos depois da tragédia, a obra não caracterizava qualquer situação emergencial que pudesse sustentar a utilização dessas verbas para socorro às vítimas,” disse Bomtempo.
O prefeito também lamentou que a utilização dos recursos jamais tivesse sido discutida com os moradores que foram afetados diretamente pela tragédia. O dinheiro de instituições privadas ou pessoas físicas que foram solidárias com as vítimas das chuvas ficou parado na conta SOS Doações Petrópolis, enquanto as famílias precisavam de recursos para restabelecer a normalidade de suas vidas. A obra, licitada em junho e realizada entre os meses de agosto e novembro de 2012, teve a finalidade de urbanizar o acesso a apenas 24 casas das mais de 700 unidades habitacionais que ainda precisam ser construídas para as famílias que ficaram desabrigadas na região. “Promoveram uma injustiça com as comunidades, ao arrepio da lei e no apagar das luzes do governo anterior. Não há justificativa para essa atitude”, disse Bomtempo, ao comentar a nota divulgada pelo governo anterior sobre o ocorrido.
O contrato original previa que o pagamento fosse realizado com recursos orçamentários do município, mas, faltando apenas três dias para encerrar o ano e a gestão do ex-prefeito, o governo anterior cancelou o documento e saldou a dívida por meio de outro empenho, desta vez utilizando os recursos das doações de pessoas físicas e entidades privadas feitas à Prefeitura exclusivamente para socorro às vítimas das chuvas.
A denúncia ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado foi um dos compromissos assumidos por Bomtempo em defesa dos interesses dos moradores, durante reunião realizada no dia 12 de janeiro, no Centro de Cidadania de Itaipava, para lembrar os dois anos da tragédia ocorrida no Vale do Cuiabá. Na visão do prefeito Rubens Bomtempo, além do aspecto imoral da utilização desses recursos, houve também o descumprimento de trâmites administrativos legais. “O Departamento de Licitações da Prefeitura sequer deu parecer ou lavrou o documento que alterou a fonte pagadora do contrato. Ainda assim, naquele momento, quase dois anos depois da tragédia, a obra não caracterizava qualquer situação emergencial que pudesse sustentar a utilização dessas verbas para socorro às vítimas,” disse Bomtempo.
O prefeito também lamentou que a utilização dos recursos jamais tivesse sido discutida com os moradores que foram afetados diretamente pela tragédia. O dinheiro de instituições privadas ou pessoas físicas que foram solidárias com as vítimas das chuvas ficou parado na conta SOS Doações Petrópolis, enquanto as famílias precisavam de recursos para restabelecer a normalidade de suas vidas. A obra, licitada em junho e realizada entre os meses de agosto e novembro de 2012, teve a finalidade de urbanizar o acesso a apenas 24 casas das mais de 700 unidades habitacionais que ainda precisam ser construídas para as famílias que ficaram desabrigadas na região. “Promoveram uma injustiça com as comunidades, ao arrepio da lei e no apagar das luzes do governo anterior. Não há justificativa para essa atitude”, disse Bomtempo, ao comentar a nota divulgada pelo governo anterior sobre o ocorrido.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Setrac investiga doação de R$ 4 mil no Cuiabá
Constará no levantamento da Setrac a quantidade de pessoas beneficiadas
Até o fim desta semana, a Secretaria de Trabalho, Assistência Social e Cidadania (Setrac) deverá ter concluído o levantamento com o nome das vítimas das chuvas de janeiro de 2011, na região do Vale do Cuiabá e adjacências, que receberam o benefício extraordinário no valor de R$ 4 mil, pago pela Prefeitura em setembro do ano passado. Constará no levantamento da Setrac a quantidade de pessoas beneficiadas, quantas foram incluídas na lista mas não receberam o dinheiro e os critérios usados para conceder o benefício.
No último sábado, dia 12, durante as manifestações dos moradores das áreas atingidas pelo temporal, o prefeito Rubens Bomtempo denunciou o sumiço de R$ 1,2 milhão de contas bancárias abertas para o recebimento de donativos. Segundo ele, em cinco dias – de 26 de dezembro de 2012 a primeiro de janeiro desse ano – o saldo das contas SOS Doações caiu de pouco mais de R$ 1,2 milhão para apenas R$ 1 mil. Parte dessa verba seria utilizada para o pagamento do benefício extraordinário publicado no Diário Oficial do Município no di a 27 de junho de 2012. O decreto instituiu o Programa de Auxílio Extraordinário às vítimas das áreas atingidas pelo temporal.
De acordo com a publicação, as famílias beneficiárias, entre outros critérios, não poderiam estar recebendo aluguel social, não poderiam ter renda superior a três salários mínimos. Além disso, as moradias dos beneficiados devem estar na área verde delimitada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Os critérios estabelecidos pelo decreto e o número de pessoas beneficiadas motivou uma ação popular proposta pelo Ministério Público (MP).
Atualmente, a ação está tramitando na 4ª Vara Cível. Segundo o advogado do Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH), Aílton Pinheiro, o decreto excluiu boa parte das vítimas da chuva, o que levou a entidade a ingressar com uma denúncia no MP. “Quando tivemos ciência do decreto, solicitamos uma reunião com a Setrac para que alguns pontos fossem esclarecidos. Pedimos que fosse informado quantas famílias receberiam o benefício. Como não conseguimos informações, resolvemos protocolar uma denúncia no Ministério Público. No nosso entendimento, como o benefício seria pago com dinheiro de doações da sociedade civil, não deveria haver exclusão e todas as famílias deveriam receber o dinheiro, mesmo que fosse um valor menor”, destacou Aílton.
Redação Tribuna
Até o fim desta semana, a Secretaria de Trabalho, Assistência Social e Cidadania (Setrac) deverá ter concluído o levantamento com o nome das vítimas das chuvas de janeiro de 2011, na região do Vale do Cuiabá e adjacências, que receberam o benefício extraordinário no valor de R$ 4 mil, pago pela Prefeitura em setembro do ano passado. Constará no levantamento da Setrac a quantidade de pessoas beneficiadas, quantas foram incluídas na lista mas não receberam o dinheiro e os critérios usados para conceder o benefício.
No último sábado, dia 12, durante as manifestações dos moradores das áreas atingidas pelo temporal, o prefeito Rubens Bomtempo denunciou o sumiço de R$ 1,2 milhão de contas bancárias abertas para o recebimento de donativos. Segundo ele, em cinco dias – de 26 de dezembro de 2012 a primeiro de janeiro desse ano – o saldo das contas SOS Doações caiu de pouco mais de R$ 1,2 milhão para apenas R$ 1 mil. Parte dessa verba seria utilizada para o pagamento do benefício extraordinário publicado no Diário Oficial do Município no di a 27 de junho de 2012. O decreto instituiu o Programa de Auxílio Extraordinário às vítimas das áreas atingidas pelo temporal.
De acordo com a publicação, as famílias beneficiárias, entre outros critérios, não poderiam estar recebendo aluguel social, não poderiam ter renda superior a três salários mínimos. Além disso, as moradias dos beneficiados devem estar na área verde delimitada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Os critérios estabelecidos pelo decreto e o número de pessoas beneficiadas motivou uma ação popular proposta pelo Ministério Público (MP).
Atualmente, a ação está tramitando na 4ª Vara Cível. Segundo o advogado do Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH), Aílton Pinheiro, o decreto excluiu boa parte das vítimas da chuva, o que levou a entidade a ingressar com uma denúncia no MP. “Quando tivemos ciência do decreto, solicitamos uma reunião com a Setrac para que alguns pontos fossem esclarecidos. Pedimos que fosse informado quantas famílias receberiam o benefício. Como não conseguimos informações, resolvemos protocolar uma denúncia no Ministério Público. No nosso entendimento, como o benefício seria pago com dinheiro de doações da sociedade civil, não deveria haver exclusão e todas as famílias deveriam receber o dinheiro, mesmo que fosse um valor menor”, destacou Aílton.
Redação Tribuna
Bomtempo percorre o Cuiabá e anuncia mutirão de limpeza
A garantia do acesso seguro e digno dos moradores do Vale do Cuiabá às suas casas foi o compromisso assumido pelo prefeito Rubens Bomtempo ao vistoriar as pontes que foram danificadas com as chuvas que atingiram a região em 2011. Bomtempo lamentou a ausência do poder público nos últimos dois anos na localidade, onde não foi realizada qualquer melhoria.
Ainda nessa semana, a Comdep e a secretaria de Obras farão um mutirão para a limpeza da região, com desentupimento de bueiros e desobstrução das redes de águas pluviais. “É muito triste chegar ao Vale do Cuiabá e ver que nada foi feito, principalmente as obras estruturais nas pontes que dão acesso às comunidades, como a do Buraco do Sapo, que tem mais de 100 famílias. Vamos levantar todos os custos e ver com o Estado a possibilidade de tomarmos a frente dessas intervenções”, disse Bomtempo, ao lado do vereador Ronaldo Luiz de Azevedo, o Ronaldão; do secretário de Obras,Aldir Cony; do secretário de Fazenda, Paulo Roberto Patuléa; do coordenador da Defesa Civil, Rafael Simão; e de moradores da localidade.
O prefeito enviou nesta semana um ofício às secretarias estaduais de Obras e do Meio Ambiente, com cópia para o governador Sérgio Cabral, solicitando a paralisação de todos os processos de licitação e ainda a reapresentação de todos os projetos previstos para a região, na íntegra, para a comunidade: “Precisamos atender aos interesses dos moradores e eles não foram respeitados nem ouvidos em momento algum. Não podemos esquecer que a prioridade é solucionar a questão das moradias das famílias que vivem no Vale”, destacou.
Bomtempo também solicitou informações sobre uma possível verba proveniente de uma emenda parlamentar no valor de R$ 2 milhões para a realização de obras de pavimentação do Vale do Cuiabá. A Prefeitura também fará um levantamento para a extensão da iluminação pública até o ponto final do ônibus do Vale e ainda a troca de lâmpadas. “Vivo no Cuiabá há 60 anos e nunca vou esquecer a dor que sentimos no dia 11 de janeiro de 2011, ao ver a nossa comunidade ser devastada. O mais difícil foi ver a inoperância do poder público, enquanto a nossa gente continuava sofrendo. Só o fato do novo prefeito estar aqui conosco, nos acalma. Nos sentimos mais amparados”, declarou a aposentada Maria Luiza Salgado.
Com relação ao pagamento do IPTU, o prefeito também tranquilizou os moradores que perderam as suas casas e já solicitou à Secretaria de Fazenda o imediato recadastramento das famílias: “Estou comprometido com o Vale do Cuiabá e vamos iniciar um trabalho para a região que seja sustentável, atendendo, principalmente, aos interesses dos moradores”, concluiu Bomtempo.
A criação da secretaria Extraordinária de Recuperação, Revitalização e Reconstrução do Vale do Cuiabá é o compromisso do prefeito com a região e será o principal canal de comunicação entre os moradores e o governo municipal. Entre as medidas que serão adotadas pela nova secretaria estão a construção de casas populares, a criação de uma lei específica para fomentar o desenvolvimento do comércio e a economia local, alémda criação do memorial em homenagem às vítimas das chuvas.
Redação Tribuna
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Prefeito denuncia sumiço de R$ 1,2 milhão de contas de doações
Em um dia marcado por protestos de moradores das áreas atingidas pelo temporal em janeiro de 2011, por conta da lentidão das ações do poder público para atender as vítimas da enxurrada, o prefeito Rubens Bomtempo denunciou o sumiço de R$ 1,2 milhão de contas bancárias abertas para recebimento de donativos. Segundo ele, em cinco dias - de 26 de dezembro de 2012 a 1º de janeiro desse ano - o saldo das contas SOS Doações caiu de pouco mais de R$ 1,2 milhão para apenas R$ 1 mil.
Bomtempo afirmou que, caso o dinheiro tenha sido utilizado para pagamento de fornecedores ou qualquer outro que não tenha relação com as vítimas da enxurrada, a questão será denunciada ao Ministério Público para que os responsáveis sejam punidos.
Durante reunião com moradores das áreas atingidas pelo temporal em 2011, no Centro de Cidadania, em Itaipava, o prefeito Rubens Bomtempo disse ser estranho que esse valor que saiu da conta tenha sido usado, em cinco dias, para atender vítimas da chuva de 2011, “já que todos reclamam que não receberam nada do governo Mustrangi”.
No portal transparência é possível verificar que as contas de Doações – Banco do Brasil, conta corrente 76.0005 (R$ 1.201.708,72), e Caixa Econômica Federal, conta corrente 90-8 (R$ 7.624,40) – tinham um saldo, em 26 de dezembro de 2012, de R$ 1.209.333,12. “Pedi ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica os extratos de movimentação dessas contas para verificar onde e quem recebeu este dinheiro que, afinal, foi doado para as vítimas. Se constatarmos que foi usado para pagar fornecedores, no final do governo passado, o que é um absurdo, vamos denunciar”, afirmou o prefeito.
Outra dúvida levantada pelo atual governo - que já motivou Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público no ano passado - é o destino de outra fatia dos recursos doados às vítimas do temporal. Embora exista um decreto fixando critérios para o pagamento de um bônus de R$ 4 mil para as famílias atingidas pela enxurrada, quase ninguém recebeu o dinheiro. De acordo com o advogado do Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH), Hamilton Pinheiro, o decreto do ex-prefeito excluía quem estava recebendo o aluguel social, o que deixou a grande maioria das vítimas sem o benefício. “No nosso entendimento os pagamentos foram feitos de forma errada e, por isso, entramos com representação no Ministério Público, que apresentou uma ação civil pública contra governo municipal”, explicou o advogado.
O decreto citado pelo advogado do CDDH, foi publicado no Diário Oficial do Município, na edição de 27 de junho de 2012. O decreto instituiu o Programa deAuxilio Extraordinário às vítimas das áreas de nidas pelo Decreto nº 429, de 14 de janeiro de 2011. Elisângela Aparecida Oliveira Granja da Silva, 35 anos, moradora do Vale do Cuiabá, disse que o governo usou o dinheiro doado para as vítimas de forma errada. De acordo com ela, o dinheiro foi doado por particulares para as vítimas e por isso não poderia ter outro fim.
Redação Tribuna
Bomtempo afirmou que, caso o dinheiro tenha sido utilizado para pagamento de fornecedores ou qualquer outro que não tenha relação com as vítimas da enxurrada, a questão será denunciada ao Ministério Público para que os responsáveis sejam punidos.
Durante reunião com moradores das áreas atingidas pelo temporal em 2011, no Centro de Cidadania, em Itaipava, o prefeito Rubens Bomtempo disse ser estranho que esse valor que saiu da conta tenha sido usado, em cinco dias, para atender vítimas da chuva de 2011, “já que todos reclamam que não receberam nada do governo Mustrangi”.
No portal transparência é possível verificar que as contas de Doações – Banco do Brasil, conta corrente 76.0005 (R$ 1.201.708,72), e Caixa Econômica Federal, conta corrente 90-8 (R$ 7.624,40) – tinham um saldo, em 26 de dezembro de 2012, de R$ 1.209.333,12. “Pedi ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica os extratos de movimentação dessas contas para verificar onde e quem recebeu este dinheiro que, afinal, foi doado para as vítimas. Se constatarmos que foi usado para pagar fornecedores, no final do governo passado, o que é um absurdo, vamos denunciar”, afirmou o prefeito.
Outra dúvida levantada pelo atual governo - que já motivou Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público no ano passado - é o destino de outra fatia dos recursos doados às vítimas do temporal. Embora exista um decreto fixando critérios para o pagamento de um bônus de R$ 4 mil para as famílias atingidas pela enxurrada, quase ninguém recebeu o dinheiro. De acordo com o advogado do Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH), Hamilton Pinheiro, o decreto do ex-prefeito excluía quem estava recebendo o aluguel social, o que deixou a grande maioria das vítimas sem o benefício. “No nosso entendimento os pagamentos foram feitos de forma errada e, por isso, entramos com representação no Ministério Público, que apresentou uma ação civil pública contra governo municipal”, explicou o advogado.
O decreto citado pelo advogado do CDDH, foi publicado no Diário Oficial do Município, na edição de 27 de junho de 2012. O decreto instituiu o Programa deAuxilio Extraordinário às vítimas das áreas de nidas pelo Decreto nº 429, de 14 de janeiro de 2011. Elisângela Aparecida Oliveira Granja da Silva, 35 anos, moradora do Vale do Cuiabá, disse que o governo usou o dinheiro doado para as vítimas de forma errada. De acordo com ela, o dinheiro foi doado por particulares para as vítimas e por isso não poderia ter outro fim.
Redação Tribuna
sábado, 12 de janeiro de 2013
Mundo da Sustentabilidade
Como ter uma casa saudável, com boas energias
Posted: 12 Jan 2013 01:50 AM PST
Mais do que bonita, mais do que sustentável, uma casa pode ser saudável. É o que defende um time de profissionais que se reuniu recentemente em São Paulo durante o III Congresso Internacional de Geobiologia e Biologia da Construção. Em foco, como o nome já diz, está a geobiologia, área que estuda o impacto do espaço sobre a qualidade de vida.
Como se fosse uma medicina do hábitat, pronta para diagnosticar e curar algumas patologias da construção, esse conceito faz a ponte entre a saúde e o local habitado. “De aspectos técnicos, como a distribuição da planta, a escolha dos materiais e os princípios da boa arquitetura, a fatores menos convencionais, como a poluição eletromagnética e a existência de fendas ou veios d’água subterrâneos, tudo afeta o morador”, explica o geobiólogo Allan Lopes, coordenador do evento.
Norma do Ibama vai permitir melhorar gestão de resíduos
Posted: 12 Jan 2013 01:40 AM PST

Para padronizar a linguagem usada na prestação de informações sobre a geração de resíduos permitindo o gerenciamento desde a produção até a destinação final ambientalmente correta, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) acaba de publicar a Lista Brasileira de Resíduos Sólidos na Instrução Normativa nº 13.
Dessa forma vai ficar mais fácil identificar, classificar e descrever um resíduo sólido e sua fonte geradora. Entre as fontes geradoras de resíduos perigosos incluem-se a extração mineral, os processos químicos orgânicos e inorgânicos, os de serviços de saúde e até aqueles gerados em casa.
Estudo do Pnuma alerta para aumento da poluição por mercúrio
Posted: 12 Jan 2013 01:15 AM PST
Estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) aponta riscos nas áreas ambiental e de saúde enfrentados por comunidades de países em desenvolvimento associados à exposição ao mercúrio.
Com o título Mercúrio: Hora de Agir, o trabalho aponta a América do Sul, a África e a Ásia como regiões do planeta atingidas por crescente despejo do metal no meio ambiente. O uso crescente do mercúrio nessas áreas está ligado à mineração de ouro e à queima de carvão para geração de eletricidade.
Mudança climática pode contaminar economia na próxima década
Posted: 12 Jan 2013 12:55 AM PST

A falta de capacidade dos países de se adaptarem às mudanças climáticas preocupa especialistas e pode influenciar também a economia global. Segundo o relatório do Fórum Econômico Mundial, a questão é vista como o risco ambiental com maiores efeitos de contágio para a próxima década. O documento indica que os problemas econômicos e ambientais não podem mais ser tratados como aspectos distintos, mas devem ser abordados de maneira integrada.
Segundo a oitava edição do relatório Riscos Globais 2013, divulgado em Londres, a concentração das ações na busca de soluções para a crise econômica mundial está reduzindo os esforços para minimizar ou mitigar os desafios colocados pelas mudanças climáticas. Num momento de mudanças na economia e no meio ambiente, é preciso uma nova abordagem, que não seja excludente, para evitar a piora dos cenários de ambos os sistemas, sugerem os especialistas.
Dois anos depois, nada mudou no Cuiabá
SÁBADO, 12 JANERIO 2013 08:50
Dois anos após a tragédia que atingiu a região do Vale do Cuiabá, em Itaipava, o cenário é de total abandono. As casas em ruínas e o mato revelam o descaso e a total inércia do poder público com as vítimas. Até hoje, 24 meses depois, nenhuma casa foi erguida, as pontes levadas pela enxurrada não foram reconstruídas, as obras de contenção não foram realizadas e o posto de saúde da região continua funcionando em um contêiner.
A enxurrada de lama que atingiu a região, na madrugada do dia 12 de janeiro de 2011, destruiu tudo o que encontrou pela frente. Casas, prédios públicos e empresas foram invadidas e levadas pela correnteza. Ao todo, 73 pessoas morreram (boa parte por afogamento) e 15 pessoas ainda estão desaparecidas, segundo dados do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
A força das águas dos rios Santo Antônio e Carvão, que transbordaram mais de cinco metros acima do nível da rua, levaram vidas e sonhos. Para quem sobreviveu a tragédia restaram tristes lembranças e a esperança de dias melhores. “É uma ferida que nunca vai cicatrizar”, disse a caseira Ana Ioras, de 48 anos. Ela, o marido e o filho, de 20 anos, Dois anos depois, nada mudou no Cuiabá moradores da localidade chamada de Ponto Final, são os únicos que ainda residem na área devastada pelo temporal.
Apesar das tristes lembranças, a família decidiu permanecer no local. “É triste olhar pelas janelas e não ver mais a vida que tinha aqui antes. Hoje, ao invés de ver as crianças correndo pela rua eu vejo destroços. Nos chamam de corajosos, mas acredito que não é a nossa hora de ir embora”, contou Ana.
No local, segundoAntônio Carlos Santana, marido de Ana, haviam mais de 50 casas. Hoje, restam menos de 10. “A chuva levou quase tudo e as outras estão sendo demolidas, aos poucos, pelo Inea”, contou o morador, acrescentando que 26 pessoas perderam a vida no Ponto Final do Vale do Cuiabá – dessas, seis ainda não tiveram os corpos encontrados. “Conhecia cada família que morava aqui. Olhar para esse terreno vazio me faz lembrar cada momento vivido naquele dia”, disse Antônio.
A casa da família, localizada no Sítio Coqueiros, resistiu a enxurrada e não foi interditada pela Defesa Civil. O sítio serviu de abrigo para 35 pessoas, que passaram três dias a espera de socorro. “Saímos de casa com a água quase na cintura. Estava tudo escuro e o barulho da chuva era assustador. Gritei chamando os vizinhos, para que eles buscassem abrigo aqui no sítio. Foi desesperador. A força da água derrubou o nosso muro e veio carregando tudo”, contou Ana.
A família passou a madrugada no meio do mato. Na manhã seguinte, eles voltaram para o sítio, onde ficaram na casa principal a espera de socorro. “As pessoas começaram a chegar. Algumas machucadas. Ficamos aguardando o salvamento, que só aconteceu três dias depois”, lembrou Ana. No sítio, dois corpos também foram encontrados.
Para o casal, dois anos após a tragédia, o sentimento é de descaso e revolta com a falta de apoio do poder público. “Eu não tive perdas materiais, mas vivi algo horrível. Vi amigos morrendo e outros perdendo tudo o que tinham. Vi o lugar em que moro ser devastado pela chuva e abandonado pelas autoridades”, lamentou Antônio.
Janaina Do Carmo
Redação Tribuna
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