segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Entre as 100 maiores cidades do país, apenas três garantem coleta de esgoto para toda sua população

Entre as 100 maiores cidades brasileiras, apenas três oferecem coleta de esgoto a 100% da população: Belo Horizonte (MG), Franca (SP) e Santos (SP). Outras 24 ainda apresentam taxas acima de 90%.

Mas o Brasil ainda está longe de garantir a universalização do serviço para seus habitantes. A média de oferecimento de coleta de esgoto nas maiores cidades - onde vivem 78 milhões de brasileiros - foi de 61,4%, contra apenas 48,1% em todo o país.
O saneamento básico é considerado como item primordial para evitar alguns tipos de doenças. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cada R$ 1 investido em saneamento gera economia de R$ 4 na área de saúde.

Assusta o fato de que várias capitais brasileiras estão entre as cidades que têm as menores taxas de fornecimento. Em Porto Velho, por exemplo, apenas 2,7% da população tem acesso à coleta. Macapá (6%), Belém (8,1%) e Teresina (16%) também se destacaram negativamente.

Os dados fazem parte de ranking de saneamento feito pelo o Instituto Trata Brasil, com base no Snis - Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, do governo federal.

Fonte:

Marina Pinhoni
Exame
02/10/2013

Educação brasileira fica entre 35 piores em ranking global

O Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês) é mais um órgão internacional a martelar o que mesmo as autoridades brasileiras reconhecem: quando se trata de educação, o Brasil está mais perto dos piores exemplos do mundo do que dos melhores. Em seu Relatório de Capital Humano, o WEF colocou o país na 88ª posição de um total de 122 países quando se trata de educação.
Isso nos coloca mais perto dos lanternas Burkina Faso (121º) e Iêmen (122º) do que da Finlândia (1º) e Canadá (2º), que lideram neste indicador. Olhando a lista de maneira invertida, pode-se dizer que o país tem o 35º pior desempenho em educação.

Para chegar a esta nada honrosa posição, o Brasil falhou principalmente na qualidade do ensino em matemática e ciência, quando de fato ficou entre os 15 piores do mundo, em 112º lugar (veja tabela detalhada abaixo).

Matemática já era a pior disciplina entre os brasileiros atestada no último Pisa, exame realizado com alunos de 65 países do globo cujo resultado mais recente é de 2010. O Brasil ficou então em 57º na disciplina.

EDUCAÇÃO LEVA O BRASIL PARA BAIXO
O chamado Índice de Capital Humano, do WEF, mede o quanto os países permitem que o desenvolvimento de seus habitantes se converta em vantagem econômica.

A educação é a principal culpada por deixar o Brasil na 57º colocação geral de qualidade de mão-de-obra, já que nos demais indicadores - como emprego e ambiente estrutural - o desempenho brasileiro fica até 12 casas abaixo.

Não só isso: Brasil está melhor que a média da América Latina e de países de mesmo nível de renda em todos os pilares do índice. Menos, claro, em Educação.

Fonte:

Marco Prates
Exame
02/10/2013

Pesquisadores alertam sobre necessidade urgente de proteger os oceanos

Estima-se que 41% dos mares e oceanos do planeta se encontrem fortemente impactados pela ação humana, segundo estudos. Trata-se de um problema grave que não tem recebido a merecida atenção. Um exemplo está no ritmo de implementação da diretriz relativa à proteção marinha definida pela CDB - Convenção sobre Diversidade Biológica, da ONU - Organização das Nações Unidas.

Aprovada por 193 países mais a União Europeia durante a 10ª Conferência das Partes da CDB, realizada em Nagoya, Japão, em outubro de 2010, essa diretriz estabeleceu que, até 2020, pelo menos 10% das áreas costeiras e marinhas, especialmente aquelas importantes por sua biodiversidade, deveriam estar protegidas.
Decorrido quase um terço do prazo, porém, as chamadas APMs - Áreas de Proteção Marinha não cobrem mais do que 1,17% da superfície dos mares e oceanos do planeta. Dos 151 países com linha de costa, apenas 12 excederam os 10%. E a maior potência do mundo, os Estados Unidos, dotada de extensos litorais tanto no Atlântico como no Pacífico, não aderiu ao protocolo.

As informações, que configuram um alerta urgente, estão no artigo Politics should walk with Science towards protection of the oceans (“A política deve caminhar com a ciência na proteção dos oceanos”), assionado pelo brasileiro Antonio Carls Marques, professor associado do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, e pelo uruguaio Alvar Carranza, pesquisador do Museu Nacional de História Natural, do Uruguai. Enviado ao Marine Pollution Bulletin, o texto, que será publicado como editorial da versão impressa do periódico, estádisponível on-line.

O artigo também destaca que, com uma das mais extensas costas do mundo – de 9.200 quilômetros, se forem consideradas as saliências e reentrâncias –, o Brasil possui apenas 1,5% de seu litoral protegido por APMs. Além disso, 9% das áreas consideradas prioritárias para conservação já foram concedidas a companhias petroleiras para exploração. As costas altamente povoadas dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro concentram a maioria das reservas de petróleo do país.

Os dados publicados são derivados de dois projetos apoiados pela FAPESP e coordenados por Marques: um projeto de Auxílio à Pesquisa – Regular, que apoia a Rede Nacional de Pesquisa em Biodiversidade Marinha (Sisbiota Mar), e um Projeto Temático para pesquisar fatores que geram e regulam a evolução e diversidade marinhas.

“Como um expediente para cumprir a meta, alguns governos têm criado Áreas de Proteção Marinha gigantescas, mas em torno de ilhas ou arquipélagos praticamente desabitados, muito distantes do próprio país”, disse Marques à Agência FAPESP.

“A maior APM do mundo, situada no arquipélago de Chagos, tem mais de meio milhão de quilômetros quadrados. É uma área enorme, que cumpre, com sobra, a meta do Reino Unido”, disse. O arquipélago faz parte do Território Britânico do Oceano Índico.

“Porém a população dessa área se resume ao contingente rotativo de uma base britânica. A ninguém mais. Além disso, as características da área, situada no meio do Oceano Índico, em nada correspondem à biodiversidade do Reino Unido”, prosseguiu.

Embora reconheça o valor de uma APM como essa, Marques argumenta que sua criação não é necessariamente efetiva em termos de preservação ambiental. Segundo ele, cumpre-se o aspecto quantitativo, mas não o qualitativo, ou seja, não oferece proteção efetiva ao litoral do país onde está a maior parte de sua população. E o que é mais grave, segundo Marques, é que o mesmo expediente foi adotado em todas as outras grandes APMs criadas recentemente.

“Verificamos, e divulgamos em nosso artigo, que a população média das 10 maiores APMs do mundo, computada em raios de 10 quilômetros em torno das mesmas, é de apenas 5.038 pessoas”, informou Marques. E essa média é puxada para cima por apenas duas APMs, a Reserva Marinha de Galápagos (Equador) e o Parque Nacional da Grande Barreira de Corais (Austrália), ambas com pouco mais de 25 mil habitantes. A população total das demais APMs não chega a 4 mil indivíduos, sendo nula em três delas.

“Para os governos, é uma medida muito cômoda criar áreas de proteção ambiental em regiões como essas, porque o desgaste socioeconômico de tal implementação é baixíssimo. Exceto por uma ou outra indústria pesqueira, ninguém vai reclamar muito. É uma situação muito diferente da que ocorreria se as APMs fossem criadas nos litorais dos respectivos países”, disse Marques.

O pesquisador ressalta que essas áreas remotas são úteis, como nas APMs de Galápagos e da Barreira de Corais, pela especialidade dos ecossistemas protegidos. Mas as APMs não seriam representativas da gama de ambientes dos países.

FRACASSOS E SUCESSOS
“Nossa principal intenção ao escrever o artigo foi destacar que existe uma necessidade de proteção, que pode ser parcialmente atendida pela meta de 10%, mas essa proteção tem que respeitar os ambientes reais dos países. Não basta alcançar o número sem que haja uma correspondência entre quantidade e qualidade”, disse Marques.

O pesquisador conta que, ao enviar o artigo para o Marine Pollution Bulletin, um de seus objetivos foi estabelecer uma interlocução com o editor do periódico, Charles Sheppard, da University of Warwick, no Reino Unido. Sheppard é considerado uma das maiores autoridades em conservação marinha do mundo e foi um dos mentores da APM britânica do arquipélago de Chagos.

“A resposta do professor Sheppard foi a mais positiva que eu poderia esperar, tanto que ele decidiu publicar nosso artigo como editorial do Marine Pollution Bulletin.

De acordo com Marques, os dados básicnos e as análises gerados pelos cietistas são vitais para o melhor uso dos recursos, ao estabelecer áreas de preservação.

“É necessário entender se a área é a ideal para ser protegida do ponto de vista evolutivo, genético, biogeográfico, ecológico etc. Há exemplos de sucesso em que isso foi observado e exemplos de fracassos em que foi ignorado. O melhor cenário possível é aquele em que cientistas, técnicos e políticos participam francamente do processo”, disse.

Fonte:

José Tadeu Arantes
Agência Fapesp
03/10/2013

Uma em cada oito pessoas passaram fome nos últimos dois anos, diz ONU

Pare para pensar no absurdo desta informação: uma em cada oito pessoas no mundo sofreram de fome crônica entre 2011 e 2013. Segundo a FAO*, segmento da ONU responsável pela Alimentação e Agricultura, 842 milhões de pessoas passaram por esta situação deplorável e mais: menos de 2% desse total vive em países desenvolvidos.

O número é menor do que o registrado entre 2010 a 2012, mas é fato que muito precisa ser feito para que a proporção de pessoas com fome seja reduzida à metade, como os ODM - Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, estabelecidos pela ONU, determinam. Até hoje, 62 países - incluindo o Brasil - já alcançaram a meta e outros seis estão bem encaminhados.
O estudo "Situação de Insegurança Alimentar no Mundo" - lançado recentemente em parceria pela IFAD - Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola e pelo PMA - Programa Mundial de Alimentação -, aponta que a África Subsaariana teve avanço pouco satisfatório e continua sendo a região com maiores índices de subnutrição. Lá, uma em cada quatro pessoas passa fome.

Ainda segundo o estudo, os países em desenvolvimento tiveram papel fundamental na diminuição da fome: o crescimento econômico aumentou a renda e o acesso à comida. A Ásia Oriental, o sudeste da Ásia e a América Latina foram protagonistas deste cenário. Porém, nenhum progresso foi observado na Ásia Ocidental.

Os presidentes das três organizações - José Graziano da Silva (FAO), Kanayo F. Nwanze (IFAD) e Ertharin Cousin (PMA) - acreditam que a melhoria da produtividade agrícola deve ser o foco principal das ações futuras. Segundo eles, "quando combinadas com proteção social e outras medidas que aumentam a renda de famílias pobres podem ter efeito ainda mais positivo [...] resultando em crescimento econômico equitativo".

*FAO

Fonte:

Jéssica Miwa
Planeta Sustentável
03/10/2013

Brasil precisa investir R$ 6,7 bilhões para dar fim adequado a resíduos sólidos, diz associação

O Brasil precisa investir R$ 6,7 bilhões para, de forma adequada, coletar todos os resíduos sólidos e dar fim a esse material em aterros sanitários. O dado foi divulgado nesta quinta-feira, 3, pela Abrelpe - Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais.

De acordo com a entidade, caso o país mantenha o ritmo de investimentos na gestão de resíduos registrado na última década, a universalização da destinação final adequada deverá ocorrer apenas em meados de 2060. "No atual ritmo, chegaremos a agosto de 2014 com apenas 60% dos resíduos coletados com destino ambientalmente correto", destaca Carlos Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe.
A PNRS - Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê para agosto de 2014 o fim da destinação inadequada de resíduos. Dados da Abrelpe mostram que há ainda cerca de 30 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos com destinação inadequada no país. "Se não contarmos com esforços conjuntos e recursos disponíveis para custear o processo de adequação, corremos o risco de ver o principal ponto da PNRS não sair do papel", destacou o diretor.

Segundo a associação, a aplicação de 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor de resíduos seria suficiente para as adequações necessárias.

Fonte:

Bruno Bocchini
Agência Brasil
04/10/2013

Reciclagem é tema de grande evento em SP

De 08 a 10/10, a 8ª edição da ExpoSucata – Feira e Congresso Internacional de Negócios da Indústria de Reciclagem, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, apresentará novidades para as áreas de reciclagem e resíduos sólidos, em escala industrial.

Reunindo 120 marcas expostas, o evento é o maior do setor na América Latina. No Brasil, o mercado de reciclagem movimenta R$ 35 bilhões, mas é possível crescer mais, já que o descarte incorreto consome R$ 8 bilhões.
Palestras e debates também fazem parte da programação:
- Daniel Enrique de Castro, professor da CEFET de Minas Gerais, falará sobre reciclagem de automóveis
- Leonardo Miranda, professor da Universidade Federal do Paraná, discorrerá sobre aplicações de resíduos de construção e demolição em obras;
- Ana Lucia Carvalho, responsável pelos programas de reciclagem residencial e compostagem comercial da cidade de San Diego, nos EUA, dividirá suas experiências nos dias 8 e 9/10.
- A Política Nacional de Resíduos Sólidos  será amplamente debatida por Diógenes Del Bel, da Abetre – Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos, Arthur Granato, da Nortec, e Gilmar do Amaral, da ABIPLAST – Associação Brasileira da Indústria do Plástico.

Paralelas à ExpoSucata, serão realizadas quatro feiras:
- MercoApara, que atende o setor de papéis;
- Reciclaplast, voltada ao setor de plástico;
- ExpoLixo, com alternativas para diminuição de lixo doméstico e industrial e
- RCDExpo (esta é a primeira edição), especializada em resíduos para construção e demolição.

ExpoSucata 2013
Data: 08 a 10/10
Local: Centro de Exposições Imigrantes
Endereço: Rodovia Dos Imigrantes, Km 1,5 – Jabaquara, São Paulo/SP
Informações no site do evento ou pelo telefone (11) 5535-6695

Fonte:

Redação
Planeta Sustentável
04/10/2013

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Petrópolis é indicada para integrar bilhete único intermunicipal

Foto: Reprodução


















Com objetivo de garantir a participação de Petrópolis no bilhete único intermunicipal do Estado do Rio, o deputado estadual, Luiz Paulo Correa (PSDB), apresentou projeto e uma indicação, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) com o mesmo propósito. O projeto está em tramitação na Alerj e a indicação foi encaminhada ao Governador Sérgio Cabral para que envie mensagem a Assembleia incluindo o município no programa do bilhete único.
Ofício encaminhado pelo presidente da Alerj, deputado Paulo Mello ao governador, comunica a aprovação da indicação solicitando o envio de mensagem alterando a redação do anexo único da Lei número 5628, de 29 de dezembro de 2009, aprovada em 13 de agosto de 2013. O deputado justifica a apresentação da indicação afirmando que Petrópolis “foi duplamente punido: com a perda do seu distrito industrial e por ser integrado a Região Serrana, sem qualquer tipo de compensação, visto que não pode mais acessar o Fundo Contábil da Região Metropolitana”. 
Este é um dos argumentos do deputado para sustentar o pedido para o bilhete único, que segundo dados levantados vai beenficiar mais de 10 mil trabalhadores petropolitanos que sobem e descem todos os dias a Serra para trabalhar no Rio. Outro argumento do deputado, que segundo ele justifica o bilhete único para os petropolitanos, é a “localização de Refinaria Duque de Caxias- REDUC, do Polo Gás-Químico de Caxias, da construção do Arco Rodoviário, do COMPERJ, e do processo de industrialização desse município vizinho, o petropolitano vem se transformando em cidadão metropolitano, e quiçá, não mais serrano”.
O Bilhete Único é benefício tarifário, com redução das tarifas praticadas nos serviços de transporte intermunicipal, para ser utilizada em no máximo 2h30, com um transbordo e com valor de tarifa fixado em R$ 4,95. Quando se tratar de linha ou serviço intermunicipal com valor superior a R$ 4,95, será debitado do cartão o valor máximo de R$ 4,95 mesmo que não haja integração. O Bilhete Único não é vale-transporte e não substitui legalmente o benefício do trabalhador segundo a lei nº 7.418/85.
De acordo com o artigo 6º. Lei 5.628/2009, os portadores de Vale-Transporte Convencional e Cartão Expresso (incluindo as duas versões do cartão RioCard Jovem) também poderão usufruir do benefício tarifário do Bilhete Único com seus cartões, nas viagens com integração intermunicipal. O Bilhete Único pode ser utilizado em ônibus, barcas, trens, metrô e vans (regularizadas) desde que haja integração intermunicipal entre eles.