segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Músicas Pop e Rock fazem células solares produzirem mais energia

Dois cientistas descobriram que algumas células solares são capazes de converter a luz do Sol em eletricidade de forma mais eficiente quando tem música pop e rock tocando no ambiente. As informações são da New Scientist.

Células solares tradicionais, feitas de silício, convertem a luz solar em eletricidade de forma eficiente, mas podem ser caras e difíceis de trabalhar. Por saber disso, os cientistas londrinos Steve Dunn (Queen Mary University) e James Durrant (Imperial College) começaram a experimentar óxido de zinco, que é mais barato e pode formar painéis solares mais flexíveis.
O único inconveniente é que a eficiência é de apenas 1,2%, uma pequena fração do que o silício é capaz de fazer. Para melhorar esta situação, os cientistas fizeram bilhões de hastes de nano óxido de zinco e as cobriu com um polímero ativo para formar um dispositivo que converte luz solar em eletricidade.

As propriedades especiais do material de óxido de zinco combinadas com as vibrações das músicas melhoraram significativamente o desempenho de células solares. Segundo a pesquisa, a vibração da música no ambiente fez a eficiência das células solares melhorar em até 40%.

Após descobrir o poder da vibração da música, os cientistas testaram vários tipos de batidas. Os pesquisadores afirmam que a maior diferença na produção de energia aconteceu quando trocaram a música clássica pela pop. Isso significa que as células solares respondem melhor aos sons mais altos e com batidas mais frequentes da música pop.

Essa é uma boa notícia especialmente para aqueles que pretendem trabalhar com energia solar a um custo mais baixo. A descoberta também pode ser aplicada a painéis solares que podem ser instalados em locais públicos barulhentos, ao lado de ruas movimentadas, por exemplo. Também pode ser usada para aproveitar a energia solar em aparelhos de ar condicionado de automóveis e outros veículos.

Fonte:

Vanessa Daraya
Info
13/11/2013

Proibição de CFCs diminuiu aquecimento global, diz estudo

Uma equipe de cientistas sugeriu em um novo artigo que a proibição do uso de gases que destroem a camada de ozônio pode ter impactado o clima do planeta. As informações são da BBC.

O composto químico clorofluorocarboneto (CFC) já foi muito usado em vários produtos, como sprays e refrigeradores. Até que especialistas descobriram que a substância liberava gases que ajudaram a aumentar o buraco na camada de ozônio sobre a Antártica e a potencializar o efeito estufa.
Algum tempo após a proibição dos CFCs, a revista "Nature Geoscience" publicou um artigo que liga a proibição do uso dos CFCs a uma desaceleração no aumento das temperaturas desde a década de 1998. O estudo foi feito por cientistas da Universidade Nacional Autonôma do México e do Instituto para Estudos Ambientais da Universidade de Vrije, em Amsterdã, Holanda.

Esse hiato no aumento das temperaturas globais tem gerado debates intensos entre cientistas. Os pesquisadores analisaram a relação entre o aumento das temperaturas e as taxas de concentração de gases de efeito estufa na atmosfera entre 1880 e 2010. Concluíram que a desaceleração pode ter acontecido pelas tentativas de proteger a camada de ozônio.

Segundo o artigo, as mudanças nos níveis de aquecimento podem ser atribuídas a ações humanas que afetaram as concentrações de gases de efeito estufa. Os cientistas também dizem que o Protocolo de Montreal (assinado em 1987 por 46 países) impactou nas temperaturas do planeta porque eliminou gradualmente o uso dos CFCs.

Os cientistas acreditam que uso de CFCs danificava a camada de ozônio e impactava no aquecimento global porque os gases são 10 mil vezes mais poderosos do que o dióxido de carbono (CO2) e podem durar até cem anos na atmosfera terrestre. A proibição desses compostos foi um fator crítico na desaceleração do aquecimento, segundo os pesquisadores.

Fonte:

Vanessa Daraya
Info
14/11/2013

Região Serrana ganha mapa com rotas de fuga em caso de desastres naturais

O resultado de um trabalho pioneiro promovido pela Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), com apoio de moradores da Região Serrana, foi divulgado pela Secretaria do Ambiente para contribuir numa eventual necessidade de desocupação em caso de eventos climáticos extremos, como as fortes chuvas que de 2011. O chamados Planos de Ação Comunitários de Prevenção e Enfrentamento de Acidentes e Desastres Naturais foram elaborado a partir do olhar da população e com o apoio técnico de especialistas. Participaram também representantes das Defesas Civis Estadual e Municipal e de lideranças comunitárias. O encontro aconteceu na sede do Consórcio Vale do Cuiabá, em Itaipava, distrito de Petrópolis.

O trabalho reúne, entre outros, mapas com detalhes de rotas de fuga, pontos de apoio, levantamento de pessoas que necessitam de cuidados especiais em momentos de alerta, mapeamento dos recursos materiais e humanos disponíveis de ajuda (como motosserras, barcos, bombeiros, médios, enfermeiros), kits contendo imãs de geladeira com orientações para desocupação imediata (como desligar o gás para evitar risco de explosão) e pasta plástica para guardar documentos pessoas que possam ser carregados em situações emergenciais.


- Foram mapeadas as áreas de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo. Trata-se de uma experiência inédita porque os mapas humanizados foram elaborados com a participação da população. Com isso, a gente cria semente para a cultura da prevenção. Ao conversar sobre o assunto com o secretário de Estado da Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, decidimos que iremos levar esta iniciativa bem-sucedida para todos os municípios do Rio de Janeiro onde haja riscos - dissee Minc.

O secretário do Ambiente anunciou que as próximas iniciativas de prevenção serão a construção de parques fluviais ao longo de rios, a ampliação da rede de hidrometria e a intensificação de ações de educação ambiental.

Para a elaboração dos Planos de Ação Comunitários de Prevenção e Enfrentamento de Acidentes e Desastres Naturais, a superintendente de Educação Ambiental da SEA, Lara Moutinho, disse que o primeiro passo foi identificar e sensibilizar as lideranças comunitárias, processo fundamental para a construção do trabalho:

- O passo seguinte foi a capacitação de 60 monitores socioambientais, através de um curso de 200 horas, ministrado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Com a qualificação, esses monitores tornaram-se aptos a ajudar na elaboração desses mapas, ao identificar as rotas de fuga, os pontos de apoio e outras importantes informações. O curso incluiu conhecimentos de gestão ambiental, características físicas da Região Serrana, de percepção de risco, primeiros-socorros, ações de enfrentamento, entre outros, e foi tão bem estruturado que oito monitores prestaram concurso público para agentes ambientais do município, e sete foram aprovados para o cargo - afirmou Lara.

Durante o evento, o secretário Minc e a superintendente Lara Moutinho apresentaram kits contendo ímãs de geladeira com orientações para desocupação imediata e uma pasta plástica impermeável para ser utilizada por moradores em fuga. O mapa e o kit são resultados concretos da ação desenvolvida, em áreas de risco da Região Serrana, com recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam), pelo programa Mãos à Obra, da Superintendência de Educação Ambiental da secretaria.

Fonte: rj.gov.br

sábado, 2 de novembro de 2013

Petrópolis conta com experiência japonesa na prevenção de desastres

Foto: Divulgação
Petrópolis vai contar com a experiência do Japão para a formulação de planos de prevenção de desastres naturais. O prefeito Rubens Bomtempo e o secretário de Proteção e Defesa Civil, Rafael Simão, participaram de reunião com técnicos da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) e dos ministérios das Cidades, da Integração Nacional e da Secretaria Nacional de Defesa Civil, para formalização do convênio que beneficia também Nova Friburgo e o município catarinense de Blumenau.
O convênio começa a ser executado já no próximo dia 12, com a presença dos técnicos no Brasil. A proposta é de que os três municípios se tornem referência na gestão de riscos naturais no Brasil. Técnicos japoneses farão visitas de campo em comunidades de risco de Petrópolis. Em maio, a Jica capacitará técnicos brasileiros para enfrentar as situações de desastres naturais. A parceria vai durar quatro anos, com medidas de cooperação entre os dois países na prevenção, monitoramento e alerta, preparação, resposta e recuperação em relação a desastres naturais. 
Os ministérios das Cidades, da Ciência e Tecnologia e da Integração Nacional representam o governo federal na parceria, que prevê troca de conhecimentos, consultoria, pesquisa e apoio institucional nas atividades de prevenção de desastres das chuvas.
O objetivo do projeto é fortalecer a capacidade dos municípios de análise de risco de desastres de deslizamentos e inundações, com a implantação de medidas de prevenção. A parceria também prevê o aprimoramento do protocolo de alertas, com a disseminação da informação de risco e métodos para previsão de desastres, além do aprimoramento do sistema de monitoramento e prevenção de desastres naturais.
“Petrópolis se sente honrado em participar deste projeto, por ter sido escolhida entre milhares de municípios brasileiros. E quem sai ganhando é a população. Certamente o aprendizado e o conhecimento dos japoneses trarão mais segurança para Petrópolis”, disse o secretário Rafael Simão.

OAB pede esclarecimentos à Águas do Imperador sobre a oferta de serviços na cidade

Foto: Reprodução


















A 3ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB – Petrópolis) vai pedir esclarecimentos à concessionária Águas do Imperador sobre a oferta de serviços na cidade.
A solicitação tem como objetivo obter respostas em relação a reclamações e denúncias de clientes - muitos já com ações judiciais em tramitação - no que se refere ao tratamento de água distribuída aos imóveis da cidade e a supostas falhas nos hidrômetros, que estariam resultando em cobranças que não refletem o consumo real.
O presidente da entidade, Antonio Carlos Machado, diz que é essencial avaliar o cumprimento do que prevê o contrato de concessão com o governo municipal. "Temos recebido muitas denúncias relativas ao tratamento da água e do esgoto na cidade, que apontam para a necessidade de uma avaliação mais rigorosa dos serviços prestados pela empresa. São informações que indicam problemas bastante graves, não sanados mesmo com a construção das estações de tratamento", explica, lembrando que o serviço está previsto no contrato de concessão. "Esperamos que os representantes da Águas do Imperador possam nos esclarecer o que está acontecendo".
Em relação aos hidrômetros, as reclamações indicam problemas na regulagem dos equipamentos. "As denúncias apontam que o acúmulo de ar na tubulação vem atrapalhando as medições. Muitas vezes o que o hidrômetro registra como entrada de água representa, de fato, ar. E quem está pagando a conta é o cliente", lamenta.           
A concessionária Águas do Imperador atua desde 1998, quando assumiu a responsabilidade pelo fornecimento de água e pela rede de esgoto, serviços até então prestados diretamente pelo governo municipal. “Ao pedir à empresa informações sobre o serviço estamos trabalhando lado a lado com a sociedade. Vamos checar as denúncias e, caso as irregularidades relatadas se confirmem, tomaremos as medidas cabíveis para garantir um melhor atendimento à população”, garantiu Antonio Carlos Machado.
A concessionária informou que ainda não recebeu o convite da OAB para falar sobre seu trabalho, mas antecipou que está à disposição para dar todas as informações necessárias.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Moradores de Nogueira temem que aterro provoque mais inundações



Foto: Alexandre Carius

















Moradores de Nogueira estão promovendo um abaixo-assinado contra um aterro que está sendo realizado em um terreno na Avenida Leopoldina, onde está prevista a construção de um condomínio de alto luxo. Segundo eles, a construtora já colocou mais de 22 mil metros quadrados de terra no local, o que aumentou o nível do terreno em cerca de 3 metros. A área equivale a, aproximadamente, seis campos de futebol, e deve dar origem a 216 apartamentos. A preocupação dos moradores é porque o local é alvo constante de enchentes, já que fica próximo ao rio. Além disso, eles temem que a água fique represada e acabe atingindo os 800 moradores da Vila Epitácio, que fica em frente ao terreno. Em contrapartida, os empresários alegam que a obra tem as licenças exigidas por lei e que não oferece risco à população.
O presidente da União Distrital de Associações de Moradores de Petrópolis (Udam), Sérgio Mattos, afirmou que o receio é que os moradores sofram ainda mais as consequências das cheias no local. “Sabemos que a obra está legalizada, mas a consideramos imoral e por isso contratamos um advogado e um técnico que vai fazer um laudo sobre a situação do terreno e os riscos que o aterro pode trazer para a população”, disse. O abaixo-assinado on-line criado por ele no dia 29 tinha, até ontem, mais de 40 assinaturas. “O objetivo é recolher um grande número de assinaturas e encaminhar para a prefeitura, para que ela tome alguma atitude”, destacou ele, ressaltando que não está contra o empreendimento, mas sim contra o aterro. 
Acauã de Sabóia Ribeiro é morador de Nogueira e engenheiro florestal. Ele acredita que a construção vai prejudicar muito os moradores da região. “Essa é uma área muito grande, que não é propícia para esta atividade, pois está localizada na margem do Rio Piabanha. A água que escoava e ocupava o terreno vai acabar atingindo as casas. É uma obra muito impactante”, afirmou ele, declarando ainda que jamais compraria um apartamento no local. “Tanto lugar para construir e escolheram logo o leito do rio”, desabafou. 
Já um comerciante que mora próximo ao terreno há 38 anos e preferiu não se identificar contou que a água sempre entra na sua casa, mas que nunca perdeu nada com as enchentes. “Agora já não sei como vai ser, estou com medo das próximas chuvas”, lamentou. Ele revelou que a obra teve início há seis meses, quando as árvores foram cortadas. “Tinha mais de 100 árvores no local, inclusive centenárias. Primeiro desmataram e depois começaram o aterro. Mais de 200 caminhões de terra são despejados por dia na área”, disse.  José Geraldo Machado, de 58 anos, é representante do Grupo Nogueira e morador da região e está assustado com o aterro. “Me preocupo porque essa construção pode prejudicar os moradores, que são meus amigos e, acima de tudo, seres humanos”, comentou. 
Um dos incorporadores responsáveis pela empresa, Emilio Habibe, se defendeu dizendo que a obra está totalmente legalizada. “Ela tem aprovação dos órgãos municipais, estaduais e federais. Jamais começaríamos uma construção deste porte sem as autorizações necessárias”, declarou. Ele afirmou que a empresa fará o reflorestamento na área com a plantação de diversas espécies, inclusive Pau-brasil. “Já fizemos três reuniões com a associação de moradores. A última aconteceu na Câmara Municipal de Petrópolis, onde mostramos que a construção não será prejudicial. O problema das enchentes é uma questão geral da cidade e não da área em questão. O que temos que fazer é buscar uma solução para toda a extensão do rio, que está assoreado”, disse ele, salientando que já foi feito um pedido ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e à Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis para que seja feita uma limpeza do rio. “Propomos à prefeitura uma Parceria Público Privada, para minimizar o problema”. Ele ressaltou, também, que a instalação do condomínio na região vai levar benefícios aos moradores, promovendo o desenvolvimento da área.
Consultada sobre a liberação da faixa marginal de proteção do Rio Piabanha, a Superintendência Regional do Inea afirmou que já esteve no local e que a obra está regular, respeitando as exigências do órgão, conforme prevê a legislação ambiental. A Coordenadoria de Fiscalização também informou que a obra está licenciada.
Aline Rickly
Redação Tribuna

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Detonações de rochas na subida da Serra: primeira interdição durou 12 minutos


Foto:Alexandre Carius


















Na manhã desta terça-feira (29), começou na Br-040 o processo de detonação de rochas, para a abertura do túnel que irá interligar os trechos dos quilômetros 87,5 e 79 da pista de descida da Serra de Petrópolis, no que irá compor em 2016 o trajeto da nova pista de subida da Serra.
Por volta das 10h, a Rodovia Federal foi interditada no trecho do km 87. A previsão da concessionária era de que a passagem de veículos fosse impedida durante uma hora. Mas, como a explosão controlada não trouxe resíduos para a pista, o trecho foi liberado logo após a detonação, sem causar engarrafamento.
Saiba como foi a explosão
No início da manhã, os operários e técnicos da Concer, concessionária que administra o trecho de concessão Rio de Janeiro – Petrópolis – Juiz de Fora, posicionaram cones a partir do km-87, preparando a rodovia para a interdição total, programada para as 10h. O trecho ficou em meia pista.
Uma sirene disparou comunicando que a passagem no trecho deveria ser interrompida. Depois de se certificar que nenhum veículo passaria mais pelo trecho, o presidente da concessionária, Pedro Jonsson, acionou o dispositivo que detonou a explosão. O forte estrondo abriu a pedra que impedia que as escavações começassem e derrubou ainda algumas árvores. No entanto, nenhum resíduo da explosão veio para a pista, como a própria concessionária acreditava que poderia acontecer. “A explosão foi um sucesso. Colocamos uma manta de proteção justamente para dissipá-la e funcionou muito bem, melhor do que tínhamos previsto. A expectativa era de que o trecho ficasse fechado por uma hora, para que limpássemos a rodovia”, afirmou.
Como não houve resíduos, o trecho foi liberado logo após os técnicos checarem o local onde as pedras foram detonadas. Trabalho que não durou mais do que doze minutos. Em seguida os carros foram liberados para trafegar no trecho, sem que houvesse tempo para a formação de engarrafamentos. 
Depois do processo de detonação de rochas, a Concer estima que serão escavados aproximadamente quatro metros diários, em ambos sentidos do túnel. “O grande problema é alcançar o espelho das rochas. Depois que isso acontece o ritmo de escavação é rápido. Nosso maior trabalho é o processo de detonação, mas as construções de contenções de encosta (30 ao todo) que deverão sustentar os trechos da na nova pista”, explica Pedro Jonsson, que afirma ainda que as obras, que tem prazo de conclusão para o dia 18 de junho de 2016, representam o início de um trabalho que deveria ter sido realizado há 20 anos, levando em consideração o tempo de uso da rodovia e o fluxo de veículos que ela recebe hoje. “Essa pista foi construída em 1928. A nova pista tem projeto com validade prevista até 2050”, disse Jonsson.
Vinícius Ferreira
Redação Tribuna