sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Prefeitura de Petrópolis, RJ, começa limpeza em áreas de encostas Prefeitura vai construir um muro de contenção nas áreas afetadas. Obra vai custar R$ 284 mil; verbas são do governo do Estado.

12/12/2013 19h35 - Atualizado em 12/12/2013 21h07
A prefeitura de Petrópolis, Região Serrana do Rio, começou a retirar pedras que deslizaram de uma encosta no bairro Alto da Serra. O primeiro deslizamento aconteceu em dezembro de 2011. Em fevereiro de 2013, outro deslizamento atingiu a região.
Um muro de contenção deve ser construído para evitar novos casos. A previsão é que a obra fique pronta em abril de 2014. O investimento está avaliado em R$ 284 mil, e os recursos são do governo do Estado.
A primeira etapa prevê apenas a limpeza do terreno. Os operários estão quebrando as pedras para que sejam reduzidas, sendo que boa parte já foi retirada. Nesta quinta-feira (12), o trabalho precisou ser interrompido por causa da chuva.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Instituto faz teste em espuma do mar de Angra dos Reis


Técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), fazem hoje (2) nova vistoria para descobrir a origem da espuma que se acumula nas praias da região entre Angra dos Reis e Paraty, na costa verde fluminense.

Dessa vez, a análise será feita na captação de água e no descarte de efluentes das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, pertencentes à Eletrobras/Eletronuclear, que ficam próximas aos locais onde a espuma apareceu, há cerca de dois meses.

"Vamos fazer essa análise nas usinas para termos uma comparação entre essas amostras, apenas com o intuito de confirmar os primeiros exames", disse a presidenta do Inea, Marilene Ramos.
Os primeiros testes com amostras da espuma foram feitos na semana passada e os resultados mostraram que a composição é orgânica e não apresenta risco ao meio ambiente.

O presidente da colônia de pescadores de Angra dos Reis, Alexandre de Castro, se queixou que até o momento nenhuma autoridade se reuniu com os pescadores para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.

"A espuma é muito densa, e os peixes não circulam nos locais onde ela está concentrada. A renda dos pescadores aqui da região depende única e exclusivamente da pesca, e nós estamos sendo muito prejudicados. Esperamos uma explicação ou justificativa, para entendermos o que está ocorrendo", contou.

A Eletrobrás/Eletronuclear informou em nota publicada em seu site que o fenômeno não tem qualquer relação com as atividades da empresa e que o mesmo fenômeno ocorreu em Mooloolaba, na Costa Leste da Austrália, e em Aberdeen, no Norte da Escócia.

De acordo com a empresa, os estudos do Inea constataram que "se trata de um feito natural, que ocorre praticamente todos os anos também na costa brasileira e que, neste ano, alcançou grandes proporções devido às condições oceanográficas e meteorológicas".

A Eletrobras/Eletronuclear disse que, atualmente, há uma expansão da quantidade de nutrientes no mar que servem de alimento para diversos tipos de microalgas marinhas, provocando uma grande proliferação delas, que se agrupam em massas.

Essas massas de microalgas são “quebradas” quando há turbulência das massas d’água, como ocorre nas ressacas. O fenômeno é potencializado por fatores físicos como a turbulência do mar e o vento.

A empresa informou também que, para a refrigeração das usinas Angra 1 e Angra 2, há necessidade de captação de água do mar em Itaorna, que é retornada ao meio ambiente no Saco Piraquara de Fora sem qualquer contato com o sistema radioativo das usinas durante a circulação no sistema.

A estatal estimou que a espuma orgânica vai permanecer na região enquanto permanecerem as condições ambientais, e que não ocorreu nenhuma mudança ou alterações nos processos operativos das usinas, mesmas no período de ocorrência dessa espuma.

Fonte:

Agência Brasil
02/12/2013

Doenças aumentam com o mau uso das ecobags


As ecobags ou sacolas retornáveis – feitas de tecido e outros materiais – conquistaram o mundo e têm marcado presença nas ruas, supermercados, feiras etc, mostrando que substituem muito bem qualquer sacola plástica que leva mais de 400 anos para se decompor.

Só que essa boa prática tem causado outro problema: grande parte dos usuários não sabe manter suas ecobags limpas, o que resultou no aumento de doenças provocadas por bactérias como E.coli – que provoca infecções urinárias e diarreia, entre outras.
Em uma análise na cidade de São Francisco, por exemplo, 12% das sacolas reutilizáveis da cidade estavam contaminadas.

Para resolver o problema, não é preciso adotar as sacolas plásticas novamente. Claro que não! Basta ter higiene. Isso mesmo!

Parece óbvio, mas muita gente esquece que é preciso lavar suas sacolas retornáveis com água e sabão sempre que forem usadas ou, uma vez por semana, pelo menos. Se for possível usar água quente, melhor ainda.

Fonte:

Planeta Sustentável
04/12/2013

Percentual de compras federais sustentáveis é muito baixo

A secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Mariana Meirelles, disse hoje (5) que apenas 0,1% do total das compras do governo federal, produtos e serviços, são sustentáveis.

Para ela, a administração pública tem um enorme desafio para melhorar esse indicador.

“Desde a [Conferência] Rio + 20 tem havido um aumento [nas compras sustentáveis]. No ano passado, houve um crescimento de 236% nas compras sustentáveis [usando critérios ambientais], mas ainda assim é muito baixo o percentual [do volume total]”, disse a secretária, ao participar do diálogo público promovido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre contratações públicas sustentáveis.
Segundo Mariana, a mudança no padrão de consumo e produção deve começar pelo governo em parceria com o setor produtivo. “O governo tem que, de fato, promover o desenvolvimento sustentável e tem mecanismos para isso, por meio de compras públicas e licitações sustentáveis”.

De acordo com a secretária e o vice-presidente do TCU, Aroldo Cedraz de Oliveira, é preciso mudar o paradigma das compras públicas do menor preço a qualquer custo sem levar em consideração os aspectos socioambientais.

“Existe uma prerrogativa de que os princípios da economicidade e da isonomia concorrencial prevalecem sobre os demais aceitando que empresas não sustentáveis possam ter a mesma atenção que empresas sustentáveis”, disse Mariana.

O vice-presidente do TCU informou que o Decreto 7.746/12 - que regulamenta o Artigo 3º da Lei 8.666/93 (Lei de Licitações) estabelecendo critérios para a promoção do desenvolvimento sustentável por meio das contratações feitas pela administração pública federal – traz avanços para as compras públicas sustentáveis, mas o marco regulatório ainda precisa de ajustes.

“A Lei 8.666 se mostra em alguns aspectos já ultrapassada e tem que ser revista”.

Para Oliveira, o tema precisa estar na agenda dos gestores públicos para que o país cresça de forma sustentável. “Começa a haver um movimento para que possamos a partir de agora entender que os recursos públicos federais têm que ser aplicados dentro do parâmetro de uma economia que preserve nossos recursos naturais”, acrescentou.

O presidente do TCU, Augusto Nardes, ressaltou que o tribunal tem observado que os projetos de obras de infraestrutura não contemplam o meio ambiente e comprometem a biodiversidade.

“Queremos que as obras de infraestrutura obedeçam a critérios socioambientais desde o início. O que o TCU tem encontrado é que a obra já está em andamento e não foi levada em consideração a questão ambiental. Isso leva a um desperdício do dinheiro público e de tempo”.

O diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Nelson Breve, que participou do evento, informou que a sustentabilidade é um dos valores da missão e do plano estratégico da empresa.

“Precisamos incorporar a sustentabilidade às nossas compras para estimular que as contratações que a gente faça, tanto para obras quanto para outros equipamentos, sejam com materiais sustentáveis. Esse seminário é importante porque aponta os caminhos com experiências que algumas áreas [governamentais] já trilharam. Estamos aqui aprendendo como fazer”, disse.

Fonte:

Agência Brasil
05/12/2013

Produção de alimentos precisa crescer 70% até 2050


Em menos de 40 anos, seremos 9,6 bilhões de pessoas no planeta, de acordo com estimativa da ONU, e para dar conta de alimentar com dignidade cada uma delas será preciso aumentar em 70% a produção alimentar.

O dado foi divulgado nesta terça-feira (03/12), no relatório preliminar Criando um Futuro Sustentável para a Alimentação. O documento apresenta uma lista de medidas que podem ser adotadas para garantir que, em 2050, toda a população seja alimentada de forma sustentável.
Entre elas:
- conscientizar os cidadãos para que melhorem seus hábitos alimentares;
- aumentar a produtividade das colheitas e da pecuária em terras agrícolas e
- reduzir o desperdício de alimentos e a produção de resíduos, o que diminui o excesso de demanda.

"É preciso focar nos princípios da agricultura de clima inteligente, que faz com que plantações, pecuária, florestas e pesca tenham o potencial de aumentar de forma sustentável a segurança alimentar, a resistência e a redução da pegada de carbono da agricultura. Seguir esta abordagem não é um luxo, é uma necessidade", alerta Juergen Voegele, diretor do Banco Mundial para Agricultura e Serviços Ambientais.

O relatório Criando um Futuro Sustentável para a Alimentação foi produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Banco Mundial e Instituto de Recursos Mundiais. A versão completa do documento será lançada em 2014.

Fonte:

Débora Spitzcovsky
Planeta Sustentável
05/12/2013

4 bons motivos para sua empresa medir emissões de carbono


Muitos empreendedores ainda não sabem, mas medir as emissões de carbono pode trazer diversos benefícios para o próprio negócio não restritos às questões ambientais. As vantagens são, inclusive, legais e econômicas.

“Isso, antes de ser uma barreira, é um diferencial. Muitas empresas com forte empenho nas questões ambientais se preocupam com a elaboração completa de seus inventários. Neste caso, necessitam dos dados de seus fornecedores para complementarem as próprias estatísticas”, salienta Guy Ladvocat, gerente de Certificação de Sistemas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Nesses casos, ter as informações em mãos pode ser uma necessidade para o negócio. Hoje, em diversos processos de aquisição de bens e serviços, é cada vez mais requerido que os fornecedores sejam certificados ou tenham o inventário da emissão de gases verificado.

Se não por isso, a empresa pode se beneficiar também com vantagens comerciais, particularmente em relação aos gastos com energia e tratamento de dejetos e efluentes.

“A adoção de lâmpadas, aparelhos eletrodomésticos, motores, veículos e máquinas mais eficientes em termos energéticos pode significar uma grande redução de gastos numa empresa”, ressalta Carlos Roberto Sanquetta, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e diretor do Instituto de Pesquisas em Biomassa e Sequestro de Carbono (Biofix).

Pensar na sustentabilidade, em vários casos, pode ser sinônimo de maior competitividade e melhor imagem da marca no mercado. Veja a seguir quatro razões para fazer a medição de emissões de carbono.

1. Alcance de novos mercados

Esse é um importante fator que o inventário bem feito pode trazer. Além da empresa se manter em solos já conquistados, com os dados em mãos ela consegue ampliar o campo de atuação.

“Lembre-se que muitos clientes importantes somente serão alcançados com a implantação de um sistema de gestão ambiental nas corporações. Essa já é uma exigência de grande parte do mercado”, avalia Sanquetta, da UFPR.

Os dados servem, ainda, para avaliar o desempenho no setor. “Com o inventário disponível no Programa Brasileiro GHG Protocol, muitas empresas têm acesso aos dados de seus concorrentes e podem comparar o seu desempenho”, analisa Ladvocat, da ABNT.

2. Obtenção do Selo Ambiental

Para que a sua empresa tenha um desses selos, tão relevantes nos dias de hoje, a apresentação do inventário de emissões de GEE é um dos requisitos básicos.

3. Antecipação à legislação

“O conhecimento adquirido na elaboração dos primeiros inventários e na sua melhoria contínua permite que a empresa já esteja preparada para futuros marcos regulatórios”, afirma Guy Ladvocat.

Afora isso, a realização de um inventário de GEEs pode representar a antecipação de futuras legislações nacionais. “Isso ocorre devido ao fato do Brasil ter assumido compromissos internos e também no âmbito de tratados internacionais sobre o clima global. Se a empresa estiver preparada, ela não será surpreendida diante de futuras exigências legais”, diz Carlos Roberto Sanquetta.

4. Melhor gestão ambiental = menos efeito estufa

Com o inventário em mãos é possível gerenciar as emissões de carbono. “E esse conhecimento adquirido faz com que o uso dos recursos seja feito de maneira eficiente para as emissões de gases de efeito estufa”, afirma Ladvocat, que é também coordenador na ABNT do projeto “Fomento à Gestão dos Gases de Efeito Estufa e à Verificação em Pequenas e Médias Empresas”.

Isso evita possíveis danos ambientais e até mesmo multas, autuações e outros enfrentamentos que poderiam surgir com a falta de atenção ao tema.

Fonte:

Lygia Haydée
Exame
06/12/2013

Mostra sobre a Caatinga visa a desmestificar o bioma

Mostra sobre a Caatinga visa a desmestificar o bioma
Entre as discussões sobre a modernidade das mídias digitais e os impactos na sociedade, uma exposição analógica e com alguns dispositivos mecânicos chama a atenção dos participantes da Conferência Brasil-Canadá 3.0.

A mostra itinerante Caatinga - Um Novo Olhar tem o intuito de apresentar as características do bioma, exclusivamente brasileiro.

A exposição é uma iniciativa da Associação Caatinga.
Segundo Sandino Moreira Silva, biólogo e coordenador do projeto, o cenário que se concretiza no imaginário coletivo é uma região de pobreza, de chão rachado.

"A exposição tem o objetivo de desmistificar isso. Mas a Caatinga tem outras coisas. A gente percebeu e percebe há muito tempo que existe uma carência de materiais, como publicações tecnocientíficas, artigos e conhecimento mesmo das pessoas”, explica.

A exposição é uma junção do projeto Caatinga Novo Olhar, que publicou um álbum de fotografias, e do projeto Caatinga Novo Clima, em parceria com a Petrobras.

Com os dois materiais, Sandino explica que foi possível montar uma exposição de arte e voltada para a educação ambiental. Ele lembra que o bioma tem uma rica diversidade, com tecnologia sustentável e “um conviver harmônico”.

“São plantas e animais que muitas pessoas acreditam que desapareceram, mas estão lá e podem ser encontrados na Serra das Almas, por exemplo. Lá, é possível encontrar a onça parda, tamanduás, tatus, além de árvores de grande porte e pássaros, como os jacus”, disse.

A exposição mostra alternativas, como um forno solar e técnicas de coleta seletiva, difundida hoje em Crateús, no Ceará, onde está localizada a Serra das Almas.

O projeto difunde ainda a criação da jandaíra, um abelha nativa do Brasil, que não tem ferrão e são dóceis, ao contrário das africanas e europeias, podendo ser criada no quintal de casa com potencial de ajudar na maior polinização de espécies nativas. Para fazer um passeio virtual, basta clicar no seguinte link: http://www.clarear.com.br/tendaitinerante/

“Como não está na cidade, muitas pessoas não sabem, mas a água que chega na cidade, por exemplo, vem da Caatinga. Se não tiver mata ciliar e florestas ao redor das nascentes, irá faltar água, que é um recurso básico e ninguém vive sem”.

É a primeira vez que a exposição sai do Ceará. Na Paraíba, já passou por Campina Grande e agora veio para a Conferência Brasil-Canadá 3.0. Ao todo, desde o início do projeto, em território cearense, os organizadores estimam que 50 mil pessoas já viram a exposição, incluindo em escolas. Os organizadores buscam parcerias para levar a exposição a vários lugares do Nordeste, que concentram o bioma Caatinga.

"Temos que mostrar que aqui não é só papo de seca. Ninguém quer que a gente olhe para cá e diga: coitado do povo do Nordeste. Aqui tem riqueza natural e cultural também”, defende Sandino Moreira Silva.

Fonte:

Agência Brasil
06/12/2013