terça-feira, 14 de outubro de 2014

Estiagem: Petropolitanos devem poupar água

Estiagem: Petropolitanos devem poupar água

Foto: Marco Oddone


















O clima seco e a falta de chuvas na região trouxe de volta também outro problema, a falta de água. A prolongada estiagem continua causando transtornos à cidade, além da redução da quantidade de água nos mananciais, que estão com níveis bem abaixo do normal, têm causado incêndios e queimadas em vegetações vistos em diversos pontos da cidade. Alguns bairros, como por exemplo no Roseiral, já há residências sem abastecimento de água.
Segundo a concessionária Águas do Imperador, responsável pelo abastecimento em Petrópolis, fora do período de estiagem são distribuídos 61,8 milhões de litros de água por dia. Quando há o período de estiagem, os mananciais da Ponte de Ferro e Rio da Cidade, são os que abastecem o restante da cidade e é o que tem acontecido nestes dias. A concessionária não divulgou a quantidade de água que precisou ser reposta pelos reservatórios alternativos, mas afirmou que já faz uso destes mananciais.
Os mananciais secundários que são da Ponte de Ferro e Rio da Cidade, somam 30% da capacidade diária de água distribuída, geralmente utilizados em épocas de estiagem. Segundo a concessionária, toda sua capacidade está sendo utilizada. 
No caso do morador do Roseiral Arthur Viana, a falta de água completou três dias. Eles não tem como lavar louças, roupas e nem mesmo para o banho. Segundo ele, precisaram recorrer a encher baldes de água de moradores da rua. “Desde sabado que o abastecimento parou, enchemos baldes com vizinhos da rua para poder tomar banho. Somo quatro moradores aqui em casa e o quanto a caixa conseguiu aguentar foi, mas agora já esvaziou completamente. Não tem mais nada”, disse Arthur.
Segundo a Águas do Imperador, a região do Roseiral é abastecida pelo sistema do Bonfim, que é composto por dois mananciais superficiais, recarregados principalmente por chuvas. Como não chove há, pelo menos, 15 dias, a produção de água ficou afetada. A concionária afirmou que disponibiliza caminhões-pipa para abastecer a área. Ainda de acordo com a nota enviada pela concessionária, para minimizar os efeitos da estiagem e disponibilizar mais água para o bairro, a concessionária está utilizando a interligação dos anéis de abastecimento para deslocar água do Centro para Corrêas.

População deve economizar

A necessidade de economia de água já é uma realidade para os moradores de Petrópolis. Além do uso criterioso da água, a adequação do reservatório, pois o consumo médio de uma pessoa que fique em casa o dia inteiro é de 200 litros. Em casas cuja caixa d'água é pequena e há muitos moradores, a possibilidade de ficar sem água é bem maior, pois o abastecimento fica intermitente.
Entre as orientações da empresa estão evitar lavar carros ou “varrer” calçadas com a mangueira aberta, evitar tomar banhos prolongados, lavar roupas e regar jardins diariamente. A empresa também pede que a existência de vazamentos sejam informados o mais rápido, para que o problema seja sanado.
A cidade conta com sete Estações de Água, como ETAs Montevideo, Mosela, Bonfim, Itaipava, Pedro do Rio, Secretário e Taquaril, que captam água dos seguintes mananciais: Caxambu Grande, Itamarati, Vargem Grande (esquerda e direita), Rio da Cidade, Pinheiral, Mata Porcos, Santo Antônio, Córrego da Prata, Ribeirão, Maria Comprida e Taquaril.
 Ariane Nascimento
Redação Tribuna

Clima seco piora doenças respiratórias

Criado em Terça, 14 Outubro 2014 09:11













As altas temperaturas, baixa umidade do ar e falta de chuva são as circunstâncias que tornam o tempo seco. O problema é que o clima nessas situações pode causar problemas respiratórios. E para evitar estas reações, os médicos indicam alguns cuidados básicos como beber bastante água e manter a casa higienizada e arejada. 
Embora as pessoas relacionem frio a problemas respiratórios, na verdade o que causa esses problemas de saúde é o tempo seco, pois com isso mais partículas de diversos tipos ficam suspensas no ar e são inaladas pelas pessoas. Dentre essas partículas estão, por exemplo, os ácaros, o enxofre que sai do escapamento de veículos, partículas de poeira, restos de materiais queimados e outros.
Segundo dados da prefeitura, não há um levantamento e um número certo sobre o aumento na procura por especialistas devido a doenças respiratórias, no entanto, acontece.
As principais reações alérgicas deste período são vistas facilmente por aí como a tosse seca, chiado, crises de rinite alérgica, ressecamento da pele com coceiras e também falta de ar. No entanto, o tempo seco pode também desenvolver doenças respiratórias como a asma ou bronquite, que é a principal vilã do tempo seco. Ela é uma doença inflamatória crônica, ou seja, o pulmão do asmático ou bronquítico já é mais inflamado do que o das pessoas normais. Como o ar chega menos filtrado, sobrecarrega o sistema respiratório, que já não é bom.
As crianças são as mais prejudicadas, pois ainda estão com o sistema respiratório incompleto e essa sobrecarga nos pulmões em desenvolvimento leva ao aparecimento de sintomas respiratórios mais facilmente.
Algumas medidas simples para evitar problemas respiratórios com o tempo seco são substituir alimentos fritos pelos assados, que facilitam o processo de digestão e, além disso, consumir frutas e verduras ricas em vitamina C, beber água com frequência e evitar o acúmulo de poeira. Quem não tiver purificador de ar, uma boa saída é usar toalhas molhadas no ambiente e também bacias com água que ajudam a melhorar a umidade do ar. 

Ariane Nascimento
Redação Tribuna

Focos de incendios

1,2 e3) Nogueira, vista do Condomínio Vale do Calembe – Fotos: Luana Tedesco
4) Fumaça em Santa Monica – Foto: Patricia Saldanha
5 e 6) Helicóptero da polícia civil pegando água ao lago do condomínio Terra Boa Esperança para ajudar no incêndio – Foto: Helio Toraldo
7) Vale das Videiras – Foto: Patricia Saldanha
A Secretaria de Meio Ambiente informa que queimada é infração prevista no Código de Posturas do município passível de multa. As denúncias podem ser feitas à Coordenadoria de Fiscalização pelos telefones 2246-9042 / 2246-9043. Além disso, os petropolitanos também contam com a Linha Verde, que é um canal de denúncias sobre crimes ambientais. O anonimato é garantido: 0300 253 1177 ou 2253 1177.
Telefone dos bombeiros: 193 ou (24) 2291-0082 / 2245-4343 (Corpo de Bombeiros localizado na Barão do Rio Branco) ou 2232-1385 (Corpo de Bombeiros de Itaipava).

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Petrópolis registra mais de 402 focos de incêndio





Foto: Alexandre Carius
Os prejuízos de uma queimada para a fauna e flora são inúmeros e, dependendo da proporção de um incêndio, a vegetação pode levar mais de 20 anos para se restabelecer. Além da perda do verde, os grandes incêndios trazem também prejuízos com perda de patrimônio natural, estabilidade geológica e até mananciais, uma das maiores riquezas naturais de Petrópolis. Segundo dados do Corpo de Bombeiros da cidade, até ontem foram 402 ocorrências de incêndio registradas em Petrópolis neste ano.
Os últimos dias na cidade foram marcados por grandes incêndios em vegetação. O último deles, em Nogueira, atingiu grande parte de mata virgem e após os bombeiros conseguirem apagar, tiveram que voltar para o local no dia seguinte porque as chamas haviam voltado. O incêndio teve início na Rua Bolívia e se alastrou rapidamente até o Bonfim e Calembe. Ainda não se sabe o tamanho do prejuízo para a vegetação e nem as causas do início da queimada, mas normalmente são criminosas. Desde queima de lixo doméstico ou até mesmo de lixo verde, que com o vento e falta de chuvas acaba se espalhando rapidamente. No início da tarde, um foco de incêndio foi registrado em Itaipava, nas proximidades do terminal de ônibus da região.
“A falta de acesso aos locais onde normalmente acontecem as queimadas é uma das dificuldades encontradas pelos militares no socorro, além de ter que carregar abafadores, bombas costais com 10 litros de água e os próprios uniformes para a segurança, que são pesados. Além disso, nos preocupa muito o fato de várias ocorrências ao mesmo tempo e os militares terem de deixar a área urbana 'descoberta'”, disse o coronel Roberto Robadey, comandante da área serrana do Corpo de Bombeiros.
O serviço se torna mais perigoso ainda durante a noite, já que as guarnições precisam pernoitar no local do incêndio pela dificuldade em retornar em segurança pelas trilhas.
Os dados do Corpo de Bombeiros mostram o período mais alarmante para a cidade com as queimadas. No mês de setembro foram registrados pouco mais de um incêndio em vegetação por dia, com total de 108 ocorrências. Neste mês, até ontem, já havia registros de 24 queimadas.

Trabalho continua após apagar o fogo
Mesmo depois de conter as chamas, não significa que o incêndio tenha terminado. Os socorristas precisam ainda ter o cuidado de retornar no dia seguinte para fazer o rescaldo. O rescaldo é o conjunto de operações necessárias para completar a extinção do fogo, impedir a reignição e colocar o local em condições de segurança. Como no caso do incêndio em Nogueira da última quinta-feira, que mesmo após ser contido pelos bombeiros retornou.

Prejuízos para fauna e saúde
Ainda não existe um levantamento sobre as espécies nativas de Petrópolis, mas existem animais comuns encontrados nestas regiões de muita vegetação como: pássaros das espécies trinca-ferro, xanxão, pica-pau, jacus, mico, preguiças, quatis, tatu e até jaguatirica, que é um gato selvagem e já foi visto algumas vezes na região da Reserva Biológica de Araras.
Além disso, a fumaça e a fuligem também causam problemas para a saúde. Diminuem a qualidade do ar, provocando doenças respiratórias como asma e rinite, atingindo, principalmente, crianças e idosos. Às margens das rodovias podem diminuir a visibilidade dos motoristas e provocar acidentes graves.
Estiagem aumenta incidência
Segundo o comandante da área serrana, coronel Roberto Robadey, esta é a época do ano em que o índice de queimadas e incêndios em vegetação acontecem com mais frequência, devido à estiagem (falta de chuvas). O período, que normalmente acontece no mês de setembro, ainda não teve fim neste ano, já que ainda não houve registro de chuvas.
Segundo um levantamento feito no ano passado pelo Corpo de Bombeiros do estado do Rio de Janeiro, a Região Serrana é campeã em incêndios florestais, sendo responsável por mais de mil incêndios por ano e causando uma perda ambiental de cerca de 15.000 hectares de área verde no mesmo período. Ainda de acordo com o levantamento, apenas 2% das queimadas têm causas naturais, as outras 98% são causadas por irresponsabilidade e intenção humanas.
Acompanhando Petrópolis, em Teresópolis o número de ocorrências de queimadas também foi alto, e até ontem totalizou 396 registros. Em Três Rios o número no mês de setembro também foi alto, com 80 ocorrências. No total foram 254 registros.
Crime ambiental pode ser punido
Os moradores podem denunciar quem comete esse tipo de crime. A Lei de Crimes Ambientais prevê multa de R$ 1.000 por hectare ou fração para quem faz uso de fogo em áreas agropastoris sem autorização, prisão e multa para quem fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios e prisão de até cinco anos e multa no valor de R$ 1.500 por hectare ou fração para quem provocar incêndio em mata ou floresta.
A pessoa que queima o lixo em casa pode ser multada em um valor que varia de R$ 500 a R$ 50 milhões, dependendo da área e da quantidade de resíduos que estão sendo eliminados.

Ônibus parados e filas enormes: linha 700 lidera reclamações


Foto: Thaciana Ferrante

O desrespeito marcou a sexta-feira de muitos Petropolitanos que esperavam por um coletivo da linha 700 no Terminal de Itaipava. Mesmo com pelo menos três ônibus enfileirados no local por volta das 8h, e as filas de aposentados, pessoas que iriam em pé e a normal estarem chegando quase à lanchonete que existe no espaço, os ônibus só foram liberados por volta das 8h35 após reclamação dos usuários junto ao fiscal. De acordo com testemunhas, o problema é recorrente.
Motoristas que trabalham na linha afirmam que a ordem dos fiscais é sempre a mesma, de segurar os coletivos o maior tempo possível dentro do terminal. Pessoas de muleta e da terceira idade precisaram esperar por mais de 30 minutos em pé, pois não foram liberadas para embarcar nos ônibus. Os profissionais afirmam, ainda, que o correto era que um dos carros tivesse saído às 8h10.
Quando questionado, o fiscal Paulo Cesar declarou que a demora seria de responsabilidade dos motoristas, que demorariam para tomar café e utilizar o banheiro entre uma viagem e outra. “Eles sabem o horário que eles devem cumprir, não tenho como controlar tudo, preciso liberar os carros também. A ordem é que conforme os veículos venham chegando já saiam com os passageiros. O trânsito também é um fator que atrapalha muito o andamento das coisas”, disse.
O problema é que apesar do trânsito ruim havia coletivos de sobra dentro do terminal. “É uma vergonha, todo o dia enfrentamos a mesma coisa e ninguém faz nada. Quando questionamos os motoristas do motivo de terem tantos coletivos trancados e parados, mesmo quando a fila está enorme, só dizem que a ordem é aguardar e não liberar os carros”, contou indignada a costureira Ana Maria Barbosa.
Já os motoristas afirmam que a culpa não é deles. “Estamos aqui aguardando ao lado dos coletivos a liberação. Não podemos fazer nada, apenas obedecemos aos fiscais e normas da empresa. Ninguém fica perdendo tempo lanchando meia hora. Claro que somos seres humanos e às vezes vamos ao banheiro e compramos algo para comer, mas é tudo muito rápido, afinal, a linha 700 é uma das principais. Mesmo assim precisamos esperar como os passageiros”, relatou um motorista que preferiu não se identificar.
A indignação tomou conta dos que estavam à espera de um ônibus para poder chegar ao trabalho. Luciano Marques, que trabalha com serviços gerais, garante que o problema é antigo e acontece todos os dias. “Uso essa linha diariamente e esta sempre assim. Os horários de pico são um terror! É impressionante a fila e nem assim os fiscais autorizam a saída dos carros. Já tem quatro ônibus enfileirados e até agora nada. Trinta minutos à espera de um 700 é palhaçada”, reclamou.
O também auxiliar de serviços gerais Igor Fernandes está com o pé quebrado e ficou quinze minutos na fila de muletas. “A fila aumenta a cada instante e eu aqui, sem poder fazer nada. Os funcionários nem ao menos abrem o ônibus para podermos embarcar até terem a tal ordem da liberação dos carros. Só não consigo entender que tática é essa, de ter ônibus disponíveis, mas não colocá-los para rodar?”, questionou.
A aposentada Marilene Machado afirma que a fila chega a passar da lanchonete. “Gente, é o terminal inteiro cheio de cidadãos trabalhadores esperando o mesmo ônibus. Estou há um tempão aguardando e é sempre assim. Só começaram a liberar agora devido aos questionamentos da imprensa, porque reclamo todos os dias e nem isso é o suficiente para fazer com que os fiscais autorizem a saída dos ônibus”, ressaltou.

Executivos não cumprem horário e prejudicam passageiros
O executivo da linha Posse/Gaby no horário de 7h20 não fez a viagem ontem. Os usuários acostumados a usar o coletivo correram para pegar as linhas comuns após constatar a falha. Nenhum outro ônibus foi colocado para suprir a falta do carro.
O erro também não foi informado nem justificado para os usuários, que quando chegaram ao Terminal de Itaipava se depararam com um verdadeiro caos. Quem tinha compromisso e horário para chegar ao trabalho se mostrou indignado com a situação e afirma ter sido prejudicado.
“Esse executivo passa em Itaipava perto da minha casa às 8h todos os dias, mas por via das dúvidas sempre chego antes, pois dependendo do trânsito ele pode passar uns cinco minutos adiantado. Cheguei 7h45 no ponto e até 8h20 o executivo não havia passado. Optei pelo comum e chegando no terminal fiquei no final de uma fila quilométrica. Um monte de ônibus estacionados, um atrás do outro, e as pessoas em pé esperando a boa vontade de alguém para terem autorização de embarcar e, enfim, poderem seguir viagem. O resultado é que vou chegar pelo menos 40 minutos atrasada, quando normalmente chego 10 minutos antes”, afirmou revoltada a auxiliar de escritório Tamara da Silva.
O Setranspetro respondeu, por meio de nota, que "A Turb esclarece que os ônibus da linha 700 – Terminal Itaipava têm saídas programadas a cada seis minutos nos horários de pico, porém os constantes engarrafamentos ao longo de todo o itinerário, principalmente na Rua Paulo Barbosa, na entrada do Carangola, em Corrêas e Bonsucesso, na parte da manhã, fazem com que os ônibus fiquem presos no trânsito formando um comboio. Essa situação também atrasa muito o tempo de viagem da linha e por isso os ônibus podem chegar todos ao mesmo tempo e com um atraso que atinge até 15 minutos. Por esta razão, a Turb tem sido atuante nas discussões sobre mobilidade urbana, porque um dos focos da empresa é colaborar para melhoria da fluidez do trânsito para que os ônibus, emfim, possam cumprir os seus horários programados. Por fim, a Turb esclarece aos seus passageiros que, hoje, além do atraso gerado pelas retenções, um dos fiscais que trabalham na operação do Terminal Itaipava passou mal e precisou ser substituído. Enquanto o substituto não chegava, os outros funcionários da empresa que atuam no Terminal Itaipava acabaram ficando sobrecarregados por um período", diz a nota.

Thaciana Ferrante
Redação Tribuna

Mega operação contra quiemadas



Uma mega operação do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) trouxe 100 militares e três aeronaves para o combate a incêndios em vegetação na região de Itaipava, Pedro do Rio e Posse. Um Centro de Operações foi montado no 2/15º Destacamento de Itaipava (2/15DBM), e já nesta manhã os helicópteros auxiliavam no controle de queimadas na região de Secretário, no 4º distrito.

Só ontem, 18 focos foram registrados pelo Destacamento de Itaipava. No mesmo período do ano passado, foram apenas 72. Mais informações em instantes.

Aeronaves reforçam combate a incêndios em Petrópolis, no RJ

13/10/2014 10h20 - Atualizado em 13/10/2014 12h07


Equipes do Rio de Janeiro estão sendo deslocadas para a cidade.
Na localidade do Calembe, fogo já se alastra há quase uma semana.

Andressa CanejoDo G1 Região Serrana
Helicópteros das polícias militar e civil dão apoio à ação (Foto: Reprodução /InterTV / Jairo Martins)Helicópteros das polícias militar e civil dão apoio à ação (Foto: Reprodução /InterTV / Jairo Martins)
O Corpo de Bombeiros de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, conta com ajuda de três  helicópteros no combate aos quatro focos de incêndio em vegetação que atingem a cidade na manhã desta segunda-feira (13). Uma aeronave é do bombeiros e as outras duas foram cedidas pelas polícias civil e militar. Duas atuam no combate direto ao fogo e uma faz o mapeamento da área afetada.
Três aeronaves são utulizadas no combate ao incêndio (Foto: Reprodução /InterTV / Jairo Martins)Três aeronaves são utilizadas no combate ao
incêndio (Foto: Reprodução /InterTV / Jairo Martins)
Guarnições da corporação da capital, com cerca de 45 homens, também foram acionadas e  já estão a caminho de Petrópolis. Alguns focos de incêndio começaram neste domingo (12) e na localidade do Calembe, em Nogueira, a situação é preocupante, já que as chamas se alastram há quase uma semana.

Além de Nogueira, as outras três regiões atingidas são Secretário, distrito de Pedro do Rio; na fazenda de uma cervejaria, que fica às margens da BR-040; e no Brejal, onde atuam 23 militares.
Logo pela manhã, entre 7h30 e 8h, uma das aeronaves fez um sobrevoo nas localidades para detectar os focos. De acordo com o sub-comandante dos Bombeiros da Área Serrana, tenente-coronel Vitor Leite da Silva, dois lançamentos de água, com aproximadamente 1.000 litros, já foram feitos na tentativa de extinguir o fogo. O trabalho aéreo começou na tarde de domingo, quando 40 homens da capital também foram acionados para judar nos trabalhos. Segundo o sub-comandante, até o momento foram queimados cerca de 20 Km², juntando todas as áreas.
Aeronave dos bombeiros percorre áreas afetadas (Foto: Reprodução /InterTV / Jairo Martins)Aeronave dos bombeiros percorre áreas afetadas
(Foto: Reprodução /InterTV / Jairo Martins)
O militar informou que um novo balanço deve ser divulgado na manhã desta segunda após o retorno de parte da equipe. Ainda de acordo com o tenente-coronel, a maioria das queimadas foi provocada por ação humana. A baixa umidade relativa do ar aliada ao clima mais quente ajudam a intensificar e alastrar as chamas. A preocupação dos bombeiros, segundo ele, é que o fogo atinja as áreas de reserva ambiental.

Vitor também alerta para a ação da população que insiste em fazer limpeza de pasto e queimada de lixo, provocando os incêndios. O tenente-coronel pede que as pessoas denunciem o fato, que é crime.
Equipes trabalham também por terra para tentar conter avanço do fogo (Foto: Reprodução /InterTV / Jairo Martins)Equipes trabalham também por terra para tentar conter avanço do fogo (Foto: Reprodução /InterTV / Jairo Martins)