quinta-feira, 5 de maio de 2011





Durante o evento, será lançado o selo ‘Feito na Serra Carioca’, criado pelo designer Ricardo Leite, da Crama (Foto: reprodução)


Com objetivo de desenvolver o turismo na Região Serrana, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços (Sedeis) promove amanhã, a partir das 17h, no Palácio Itamaraty, Centro do Rio de Janeiro, um Encontro de Negócios entre empresários do setor e representantes de agências de turismo e operadores de viagem. Cerca de 150 pessoas já confirmaram presença, entre proprietários de hotéis e pousadas, bares e restaurantes da região e operadores e agentes de viagem da capital.


O encontro é resultado da parceria com a Secretaria Estadual de Turismo, o Sebrae/RJ, a Federação de Convention & Visitors Bureaux do Estado do Rio de Janeiro e o Consórcio Serra Carioca - formado recentemente por lideranças do trade turístico de Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis, com apoio das prefeituras municipais -, com apoio do Escritório Regional do Ministério das Relações Exteriores e de entidades que representam o setor na região.


- A iniciativa tem como objetivo oportunizar negócios entre as agências de viagens e compradores do Rio de Janeiro com a cadeia produtiva do turismo da região. Vamos trabalhar para que a bela região serrana carioca seja um bom destino para o turista: bons hotéis, boas pousadas, bons restaurantes. Tenho certeza de que o inverno na serra vai propiciar bons momentos de lazer -, destaca a subsecretária estadual de Comércio e Serviços, Dulce Ângela Procópio, lembrando que a região se prepara para sua alta temporada.





Selo “Feito na Serra Carioca” - Durante o evento, será lançado o selo “Feito na Serra Carioca”, criado pelo designer Ricardo Leite, da Crama Design Estratégico, para identificar


produtos da Região Serrana do Estado. Com o slogan “Quem compra, ajuda a reconstruir”, o selo foi desenvolvido com objetivo de estimular o consumo solidário e ajudar a reerguer a economia dos municípios fluminenses, atingidos por fortes temporais no início deste ano.


Também foram criados materiais de merchandising para identificar os estabelecimentos que comercializam os produtos da região com frases como “Aqui tem produtos da Serra Carioca. Compre e ajude a reconstruir o futuro de milhares de famílias” ou “Juntos para Recomeçar. Compre Produtos da Serra Carioca”.





Apoio à região - Esta é mais uma das ações estratégicas do Governo do Estado para impulsionar a retomada econômica dos municípios atingidos pela tragédia ocorrida em janeiro na Região Serrana. Por meio do programa Compra Rio, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico já promoveu três rodadas de negócios este ano, com objetivo de usar o poder de compra da iniciativa privada para alavancar novos negócios para empresas e empreendedores locais. A primeira foi realizada em fevereiro, entre empresas do Pólo Metal Mecânico de Nova Friburgo e as companhias Vale e Leroy Merlin. A segunda ocorreu em abril, entre o Pólo de Moda Íntima de Nova Friburgo e Região e a rede de lojas Leader, na sede da empresa, em Niterói. Já a terceira, realizada no último dia 28, envolveu produtores rurais da região e a rede de Supermercados Zona Sul. O programa Compra Rio conta com a parceria de instituições como Sebrae/RJ, Firjan, Fecomércio-RJ e Associação de Supermercados do Rio de Janeiro (Asserj).





Petrópolis terá duas áreas para construção de casas para desabrigados


Na segunda-feira, o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) que investiga os responsáveis pela tragédia das chuvas na Região Serrana, deputado Luiz Paulo (PSDB), disse que representantes do Governo do estado anunciaram à CPI que existem duas áreas definidas para construir 208 moradias em Petrópolis para os desabrigados: uma no bairro Mosela e outra na estrada de Itaipava para Teresópolis, depois do Hotel Capim Limão.


- O anúncio feito era de 112 casas na Mosela e 96 em Itaipava, sendo que um estudo da Federação das Indústrias do Rio (Firjan), que ficaria pronto hoje, parece ainda indicar um terceiro local - informou Luiz Paulo, que, na própria segunda participou de uma reunião da CPI da Câmara Municipal de Petrópolis que também apura as causas da tragédia.


O secretário de Trabalho, Assistência Social e Cidadania de Petrópolis, Luis Eduardo Peixoto, presente no encontro, afirmou que dentro de alguns dias os terrenos para a construção dos projetos habitacionais para as vítimas das chuvas de janeiro serão apresentados pelo prefeito Paulo Mustrangi. De acordo com Peixoto, até o início do próximo ano, os desabrigados receberão as residências.


- Ao contrário da CPI municipal, presidida pelo vereador João Tobias (PPS), a nossa comissão tem o objetivo de buscar os responsáveis e enviar ao Ministério Público um encaminhamento para que eles sejam punidos. Foram muitos os responsáveis para que chegássemos até o nível de agora e, diante isso, não podemos mais ficar parados, pois são 906 mortos e mais de 400 desaparecidos - frisou Luiz Paulo.



FONTE: http://www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=94417

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Petrópolis tera duas áreas para construções de casas para desabrigados





Opresidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da AssembleiaLegislativa do Rio que investiga os responsáveis pela tragédia daschuvas na Região Serrana, deputado Luiz Paulo (PSDB), disse que representantes do Governo do estado anunciaram à CPI que existem duas áreas definidas para construir 208 moradias em Petrópolis para os desabrigados: uma no bairro Mosela e outra na estrada de Itaipavapara Teresópolis, depois do Hotel Capim Limão. “O anúncio feito era de 112 casas na Mosela e 96 em Itaipava, sendo que um estudo da Federação das Indústrias do Rio (Firjan), vai indicar um terceiro local”, informou Luiz Paulo, que,nesta segunda-feira (02), participou de uma reunião da CPI da Câmara Municipal de Petrópolis que também apura as causas datragédia.
Os ecretário de Trabalho, Assistência Social e Cidadania de Petrópolis, Luis Eduardo Peixoto, presente no encontro, afirmou quedentro de alguns dias os terrenos para a construção dos projetos habitacionais para as vítimas das chuvas de janeiro serão apresentados pelo prefeito Paulo Mustrangi. De acordo com Peixoto,até o início do próximo ano, os desabrigados receberão as residências. “Ao contrário da CPI municipal, presidida pelovereador João Tobias (PPS), a nossa comissão tem o objetivo de buscar os responsáveis e enviar ao Ministério Público um encaminhamento para que eles sejam punidos. Foram muitos os responsáveis para que chegássemos até o nível de agora e, diante isso, não podemos mais ficar parados, pois são 906 mortos e mais de 400 desaparecidos”, frisou Luiz Paulo.
A necessidade de medidas profiláticas também foi destacada por LuizPaulo. “A primeira é exigir do estado e das prefeituras um estudo geológico e geotécnico de todas as áreas de risco com o número de habitações que precisam ser relocadas, talvez com três graus derisco para determinar a prioridade das relocações. Sem estetrabalho, não teremos uma perspectiva de futuro. Outra questão étermos uma posição rígida onde não poderá prevalecer o populismo eleitoral”, apontou. O bispo Dom Filippo Santoro pediu que uma outra medida fosse adotada na busca de soluções para os problemas:manter a memória. “O maior mal dos homens é a perda da memória. Não podemos esquecer um desastre como este e precisamos nos prepararpara que isto não ocorra de novo”, reclamou.
Alémdos problemas habitacionais enfrentados pela cidade, os participantesda audiência também falaram sobre a crise econômica que afeta aregião. Representantes da Associação de Lojistas da Rua Teresa(Arte) verificaram, no fim de janeiro, queda de 80% no movimento. O Polo de Modas, que tem faturamento mensal de aproximadamente R$ 20 milhões, tem 1.200 lojas, e é responsável por 7.200 empregos diretos e cerca de 30 mil indiretos (considerando toda a cadeiaprodutiva).
AAssociação de Guias de Turismo de Petrópolis também registrouperdas e frisou a importância de uma campanha para resgatar a imagempositiva da cidade para o País. O pedido foi reforçado pelopresidente da Câmara de Petrópolis, vereador Paulo Igor (PMDB):“Esta nossa reunião veio de encontro ao movimento iniciado nacidade pelo bispo, que pede uma ação em prol da recuperaçãourbanística de Petrópolis e da manutenção da memória. Temos quemostrar para o estado e para o Brasil que a cidade, embora aindaprecise de recursos, já superou sua tragédia”.
Durantea audiência, também estiveram presentes os deputados federais HugoLeal (PSC/RJ) e Fernando Jordão (PMDB/RJ), o deputado MarcusVinícius (PTB), os secretários municipais de Saúde, AparecidaBarbosa; de Obras, Estênio dos Santos; de Governo, Wilson Franca; ede Tursimo, Charles Rossi, presidentes de entidades como o PetrópolisConvention Bureau e vereadores locais.


FONTE: http://diariodepetropolis.com.br/2011/05/02/petropolis-tera-duas-areas-para-construcoes-de-casas-para-desabrigados/

CPI da Serra está hoje em Petrópolis


Para o tucano Luiz Paulo, presidente da comissão da Alerj, ‘troca de informações entre as CPIs é fundamental’ (Foto: Colin Foster/Alerj - arquivo)


Integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) que investiga as causas da tragédia ocorrida na Região Serrana no início deste ano, estão, nesta segunda-feira, na Câmara Municipal de Petrópolis.


Os deputados participarão de uma audiência pública marcada pelos vereadores, que também realizam uma CPI sobre as chuvas de janeiro. O presidente da comissão da Casa, deputado Luiz Paulo (PSDB), acredita que a troca de informações entre as CPIs é fundamental.


- Queremos ouvir as demandas da população de lá, já que Petrópolis ainda tem muitas áreas de risco. É necessário ter um programa habitacional para reassentar as famílias - afirmou.


Na última quarta-feira, a comissão realizou mais uma sessão de depoimentos no Palácio Tiradentes, sede da Alerj.


Entre os ouvidos, o presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), Wagner Victer, o subsecretário de Projetos de Urbanismo Regional e Metropolitano da Secretaria de Estado de Obras (Seobras), arquiteto Vicente de Paula Loureiro; e o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy Barbosa.


A visita de Ruy Barbosa foi vista como fundamental para o prosseguimento dos trabalhos, uma vez que sua pasta trata dos investimentos e estratégias para a reconstrução das cidades atingidas.


- Na primeira oportunidade o secretário não compareceu, mas estamos convidando novamente porque é muito importante a presença dele aqui. Queremos saber como o estado está trabalhando na reconstrução dessas cidades. A cada vistoria ou encontro da CPI surgem dúvidas. Os moradores precisam dessas respostas - analisou, na ocasião, o deputado Luiz Paulo.





Desabrigados receberão casas até 2012


Segundo previsão feita pelo subsecretário de Projetos de Urbanismo Regional e Metropolitano da Secretaria de Estado de Obras, o arquiteto Vicente de Paula Loureiro, todos os desabrigados que sofreram com as fortes chuvas do inicio do ano receberão moradias até o fim do ano de 2012. Esta informação foi passada durante reunião da CPI da Região Serrana, presidida pelo deputado Luiz Paulo, ocorrida nesta quinta-feira.





Compra Rio - Dois dias depois, aconteceu em Nova Friburgo a rodada de negócios do programa Compra Rio entre produtores rurais da Região Serrana e a rede de Supermercados Zona Sul, em Nova Friburgo. Foi a terceira ação do gênero, realizada pelo Governo do Estado - por intermédio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços - com objetivo de usar o poder de compra da iniciativa privada para alavancar novos negócios para empresas e empreendedores da Região Serrana, prejudicados pelas chuvas de janeiro de 2011.


Produtores de alimentos congelados e industrializados, mel, frutas, hortaliças, legumes, proteínas animal e flores da Região Serrana vão negociar com a rede de supermercados Zona Sul. A Rodada de Negócios promovida pelo Compra Rio foi a terceira promovida com foco na região: a primeira foi entre empresas do Pólo Metal Mecânico de Nova Friburgo e as companhias Vale e Leroy Merlin e a segunda, entre o Pólo de Moda Íntima de Nova Friburgo e Região (responsável por 25% da produção nacional) e a rede de lojas Leader.


Para esta rodada, o programa contou com a parceria da Secretaria Estadual de Agricultura e Pecuária, Sebrae-RJ, Firjan, Fecomércio, Associação Comercial, Emater Rio e Associação de Supermercados do Rio de Janeiro (Asserj).


- A Rodada de Negócios com os Supermercados Zona Sul irá incrementar as encomendas dos produtores da região. A parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura é essencial para o sucesso da rodada - analisou a subsecretária estadual de Comércio e Serviços, Dulce Ângela Procópio.
FONTE: www.monitormercantil.com.br/mostranoticia.php?id=94317

Petrópolis terá duas áreas para construção para desabrigados

- Serão quase 210 moradias em bairros escolhidos através de um estudo realizado pelo estado

Da Redação


O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Rio que investiga os responsáveis pela tragédia das chuvas na Região Serrana, deputado Luiz Paulo (PSDB), disse que representantes do Governo do estado anunciaram à CPI que existem duas áreas definidas para construir 208 moradias em Petrópolis para os desabrigados: uma no bairro Mosela e outra na estrada de Itaipava para Teresópolis, depois do Hotel Capim Limão. “O anúncio feito era de 112 casas na Mosela e 96 em Itaipava, sendo que um estudo da Federação das Indústrias do Rio (Firjan) parece ainda indicar um terceiro local”, informou Luiz Paulo, que, nesta segunda-feira, 02, participou de uma reunião da CPI da Câmara Municipal de Petrópolis que também apura as causas da tragédia.

O secretário de Trabalho, Assistência Social e Cidadania de Petrópolis, Luiz Eduardo Peixoto, presente no encontro, afirmou que dentro de alguns dias os terrenos para a construção dos projetos habitacionais para as vítimas das chuvas de janeiro serão apresentados pelo prefeito Paulo Mustrangi. De acordo com Peixoto, até o início do próximo ano, os desabrigados receberão as residências. “Ao contrário da CPI municipal, presidida pelo vereador João Tobias (PPS), a nossa comissão tem o objetivo de buscar os responsáveis e enviar ao Ministério Público um encaminhamento para que eles sejam punidos. Foram muitos os responsáveis para que chegássemos até o nível de agora e, diante isso, não podemos mais ficar parados, pois são 906 mortos e mais de 400 desaparecidos”, frisou Luiz Paulo.

A necessidade de medidas profiláticas também foi destacada por Luiz Paulo. “A primeira é exigir do estado e das prefeituras um estudo geológico e geotécnico de todas as áreas de risco com o número de habitações que precisam ser relocadas, talvez com três graus de risco para determinar a prioridade das relocações. Sem este trabalho, não teremos uma perspectiva de futuro. Outra questão é termos uma posição rígida onde não poderá prevalecer o populismo eleitoral”, apontou. O bispo Dom Filippo Santoro pediu que uma outra medida fosse adotada na busca de soluções para os problemas: manter a memória. “O maior mal dos homens é a perda da memória. Não podemos esquecer um desastre como este e precisamos nos preparar para que isto não ocorra de novo”, reclamou.

Além dos problemas habitacionais enfrentados pela cidade, os participantes da audiência também falaram sobre a crise econômica que afeta a região. Representantes da Associação de Lojistas da Rua Teresa (Arte) verificaram, no fim de janeiro, queda de 80% no movimento. O Polo de Modas, que tem faturamento mensal de aproximadamente R$ 20 milhões, tem 1.200 lojas, e é responsável por 7.200 empregos diretos e cerca de 30 mil indiretos (considerando toda a cadeia produtiva).

A Associação de Guias de Turismo de Petrópolis também registrou perdas e frisou a importância de uma campanha para resgatar a imagem positiva da cidade para o País. O pedido foi reforçado pelo presidente da Câmara de Petrópolis, vereador Paulo Igor (PMDB): “Esta nossa reunião veio de encontro ao movimento iniciado na cidade pelo bispo, que pede uma ação em prol da recuperação urbanística de Petrópolis e da manutenção da memória. Temos que mostrar para o estado e para o Brasil que a cidade, embora ainda precise de recursos, já superou sua tragédia”.

Durante a audiência, também estiveram presentes os deputados federais Hugo Leal (PSC/RJ) e Fernando Jordão (PMDB/RJ), o deputado Marcus Vinícius (PTB), os secretários municipais de Saúde, Aparecida Barbosa; de Obras, Estênio dos Santos; de Governo, Wilson Franca; e de Tursimo, Charles Rossi, presidentes de entidades como o Petrópolis Convention Bureau e vereadores locais.

terça-feira, 3 de maio de 2011

906 mortos, 400 desaparecidos e prejuízo de R$ 3,4 bilhões para reconstruir Região Serrana


Audiência pública consolida dados e promove colaboração entre legislativos municipal, estadual e federal
O bispo de Petrópolis D. Filippo Santoro abriu a audiência pública realizada nesta segunda-feira (02) pela Câmara de Vereadores reunindo representantes dos legislativos municipal, estadual e federal. O líder da Igreja em Petrópolis reafirmou sua preocupação no esquecimento da importância da preservação de desastres como o de janeiro, foco da reunião convocada pela CPI das Chuvas da Câmara de Vereadores. Parlamentares das três esferas fizeram coro em torno de investimentos em mapeamento urbano e geotécnico, sistema de Defesa Civil, política habitacional e preservação de áreas de risco.

Os parlamentares fizeram críticas à falta de investimento governamental, mas acreditam em uma mudança política gerada pela cobrança da sociedade. O saldo de 906 mortes, 400 desaparecidos e um investimento de R$ 3,4 bilhões para a recuperação da Região Serrana em um prazo de mais de dois anos direcionaram os debates. Uma nova audiência pública será convocada antes da consolidação dos trabalhos e todas as perguntas feitas pelo público que não foram respondidas serão encaminhadas aos órgãos afins para que sejam atendidas.

O presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Igor (PMDB) destacou a importância histórica do encontro e a participação expressiva da sociedade representada por entidades empresariais, de classes, de moradores, cidadãos comuns e “partidos políticos como o PSol que não tem cadeira na Casa, mas está presente e atuante”. Para Igor, a pluralidade do público no encontro sinaliza “ações promissoras, pró-ativas e permanentes”.

O presidente da CPI das Chuvas da Câmara de Vereadores, Toão Tobias, diz que o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito “caminha para a proposição de soluções definitivas, baseadas em registros históricos e depoimentos e estudos técnicos” . Já o presidente da CPI das Chuvas da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Luiz Paulo Corrêa da Rocha, foi mais além: “também queremos punição para os responsáveis. Não é possível que serviços públicos como água, luz e telefone sejam ligados em casas construídas irregularmente de quem as próprias prefeituras depois cobram IPTU”, afirmou. As duas comissões já acertaram a troca de informações e dados colhidos em documentos oficiais e depoimentos.

A audiência foi acompanhada ainda pelo deputado estadual Marcus Vinícius Neskau (PTB), também membro da CPI das Chuvas, que reclamou da demora da prefeitura de Petrópolis em apresentar áreas edificáveis para os desabrigados e conclamou “todos os homens públicos a buscarem soluções compartilhadas com a sociedade”. Já o deputado estadual, Bernardo Rossi (PMDB), também membro da CPI das Chuvas da Alerj, ausente na audiência por compromissos assumidos anteriormente, enviou uma mensagem saudando os participantes do encontro e falando do empenho do governo estadual. “Serão aplicados R$ 500 milhões e temos de destacar ainda que uma política habitacional foi apresentada depois de 30 anos sem que o governo tocasse no assunto. São 70 casas em caráter emergencial, na Posse, e outras 1.500 unidades previstas. O deputado Luiz Paulo Corrêa também contabilizou R$ 9,3 milhões que serão usados na construção, inicial, em Petrópolis, de 208 unidades habitacionais divididas entre Itaipava e Mosela até o final de 2012.

O deputado federal Hugo Leal, membro da Comissão Especial de Catástrofes da Câmara Federal, falou das dificuldades que cidadãos e empresários têm em captar empréstimos e financiamentos de bancos oficiais como CEF, BB e BNDES. Também destacou os “parcos R$ 27 milhões que o governo federal investiu em prevenção a desastres ao longo de 2010″. Também estiveram presentes os deputados federais Fernando Jordão (PMDB), ex-prefeito de Angra dos Reis, cidade também castigada pelas chuvas em anos anteriores e Áureo (PRTB). Jordão destacou as transformações climáticas e a adaptação da sociedade em prevenção enquanto Áureo acentuou o processo histórico das ocupações desordenadas e o compromisso desta e futuras gerações na mudança de mentalidade.

Participaram da audiência pública os titulares de oito pastas do governo municipal: Luiz Eduardo Peixoto (Setrac), Wilson Franca (Relações Institucionais), Cida Barbosa (Saúde), Anderson Juliano (Comdep), Charles Rossi (Desenvolvimento Econômico e Fundação de Cultura e Turismo), De Paula (Defesa Civil) e Leandro Viana (Meio Ambiente).

Peixoto, também presidente do Comitê de Ações Emergenciais, falou em nome do governo pontuando ações emergenciais, de atendimento às vítimas e de longo prazo como a retirada, em dois anos e quatro meses de administração, de quase 400 casas entre invasões coibidas e imóveis demolidos. “Já vinhamos de outras três ocorrências graves de chuvas na Posse (23 de dezembro); Bingen (27 de dezembro) e Araras (04 de janeiro). Temos de somá-las a outras 480 pessoas que já tinham sido afetadas em administrações anteriores e que já dependiam de aluguel social. Hoje, queremos agilizar as 1.500 unidades habitacionais já comprometidas pelo governo do Estado com Petrópolis”, destacou.

A presença expressiva de representantes do Executivo foi comemorada pelo presidente da Câmara de Vereadores. “A discussão foi acima de questões partidárias, de forma respeitosa e no sentido de buscar soluções. Falamos a mesma linguagem o tempo todo e isso já é a garantia de soluções”, pontua Paulo Igor.

A audiência pública foi acompanhada por representantes da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Associação de Amigos da Rua Teresa (Arte), Petrópolis Convention & Visitors Bureau, Associação de Guias de Turismo de Petrópolis, Movimento Eu Amo o Quitandinha, Associação de Vítimas Atingidas pela Enchente, OAB, Fundação Leão XIII e Associação de Moradores de Madame Machado, entre outras.

Novo encontro com o bispo D. Filippo Santoro no dia 20

Para o presidente da Câmara de Vereadores, o bom público formado na audiência desta segunda- feira, a presença maciça de representantes do governo municipal e expressiva de parlamentares sinaliza para bons projetos que serão aplicados. “Depois, precisamos é investir em fiscalização”, afirmou Paulo Igor. Um novo encontro entre a sociedade civil organizada e o bispo D. Filippo Santoro marcado para o dia 19, às 9h, no campus Benjamin Constant da Universidade Católica de Petrópolis, também foi anunciado como o terceiro compromisso público resultante dos esforços entre cidadãos e parlamentares para levantar soluções em prevenção.

- Os dados apurados entre as CPIs e ainda com a colaboração dos deputados federais estão sendo consolidados e projetos nos âmbitos fiscal e de prevenção já estão surgindo. Todos estes encontros têm ainda o objetivo de não deixar que o foco deixe de estar sobre o problema como o bispo D. Filippo tão propriamente vem colocando”, completa Paulo Igor.

- Foi muito bonito o primeiro momento de solidariedade e de mobilização. Mas, agora começa a árdua tarefa de rever valores, conceitos e investir no ser humano. Só no Centro Histórico são 20 as áreas de risco, todos sabem e já há estudos que podem ser usados e serem aplicados junto a pesquisas futuras. Vamos abrigar nossa população em áreas seguras”, conclamou o bispo.



FONTE: DIARIO DE PETRÓPOLIS

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Bernardo Rossi e Andrea Gouvêa Veira iniciam abaixo-assinado pedindo obras na BR-040


Vários pontos de coleta de assinaturas serão colocados na cidade e na Baixada
O deputado estadual Bernardo Rossi (PMDB) e a vereadora carioca Andrea Gouvêa Vieira (PSDB) encabeçam um abaixo-assinado que inicia, na próxima semana, coleta de nomes para reivindicar que a Concer, concessionária que administra a estrada BR-040, trecho entre Rio deJaneiro e Juiz de Fora, passando por Petrópolis, faça melhorias urgentes na rodovia. A campanha vai ser lançada sexta-feira (06.05) às 14h30, em frente ao Parque de Exposições, em Itaipava. Mas, a coleta das assinaturas vai ser feita em vários pontos de Petrópolis e na Baixada a longo das próximas semanas. O documento será encaminhado à Concer, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), à Câmara Federal, ao Ministério Público Federal e à Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), onde, por iniciativa do deputado Bernardo Rossi, foi aberta uma comissão especial para rever o contrato da concessionária.
– Só neste feriadão da Semana Santa passaram pelo trecho Rio-Petrópolis-Juiz de Fora 377 mil veículos. Considerando a tarifa básica de R$ 7,70, a arrecadação ficou em torno de R$ 3 milhões. Ainda assim, não vemos melhorias na estrada, principalmente em segurança. Há 15 dias, um grave acidente na subida da serra com um caminhão com carga inflamável que explodiu deixou a serra fechada por mais de 15 horas”, afirma o deputado estadual.
O deputado Bernardo Rossi acredita que entidades da sociedade civil organizada e representantivas da indústria e comércio vão se associar ao abaixo-assinado. “A BR-40 é a principal via de acesso aos mais de 300 mil turistas que chegam à cidade anualmente, é essencial para escoamento e chegada de mercadorias para as 277 indústrias da cidade, assim como influencia diretamente os mais de cinco mil pontos comerciais e de serviços existentes no município, os mais de 80 hotéis e pousadas e ainda os milhares de petropolitanos que se deslocam para o estudo ou trabalho todos os dias no Rio e Região Metropolitana” completa.
Há dois anos tramita na Justiça ação movida contra a Concer e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) pela Câmara de Vereadores de Petrópolis. A ação foi proposta quando Bernardo era presidente da casa parlamentar. A ação pede melhorias imediatas por parte da concessionária. A justiça acolheu ação concedendo, em setembro de 2010, liminar obrigando a Concer a, em 30 dias, iniciar as realizações necessárias. A empresa, no entanto, recorreu de decisão. Hoje, a Câmara de Vereadores interpôs novo recurso.
– Ficou claro que a Concer se nega a promover o que o próprio contrato prega. Por isso, dei entrada e obtive apoio dos deputados estaduais e a Alerj está instalando uma comissão para rever o contrato com a concessinária.. O trabalho da comissão pode, inclusive, embasar a justiça para obrigar a empresa a desempenhar um serviço melhor”, completa o deputado.
São 60 quilômetros que separaram Rio e Petrópolis e só neste trecho, ao longo de 2010, foram registrados 205 acidentes com caminhões, boa parte deles com gravidade. “A concessionária é responsável pela estrada desde 1995 e até hoje nem os telefones de emergência foram colocados. A manutenção é precária, as pistas estão danificadas, o socorro é demorado”, pontua o deputado estadual.
Andrea Gouvea Vieira, que mantém contato estreito com a cidade, assim como sua família, que tem casa de veraneio em Petrópolis desde a década de 60, tomou a iniciativa de engrossar o coro de descontentes com a situação da BR-040 depois de ouvir reclamações de comerciantes, hoteleiros e industriais da cidade. “Por isso é importante o apoio da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, a qual represento, nesta briga. Petrópolis e Rio de Janeiro mantém negócios e interesses conjuntos sem falar na ligação com Minas, importantíssima”, afirma a vereadora. Jornalista de profissão, a vereadora ressalta ainda o esforço da imprensa em divulgar todas as ações que pedem melhorias na estrada. “Contra fatos não há argumentos. Os veículos noticiam diariamente acidentes e outros problemas. Está registrado pela imprensa e não há como se fechar os olhos para isso. Ainda assim a ANTT ainda não se manifestou. A adesão dos usuários e população vai ser mais um ponto para sensibilizar que providêncas sejam tomadas”, analisa.
Pontos de coleta de assinaturas vão ser colocados na Baixada, subida da Serra, entradas de Petrópolis, Corrêas e Itaipava neste primeiro momento. “Também queremos estender a campanha para cidades como Areal, Três Rios e Paraíba do Sul que também são atendidas pela BR-040 e cobram melhorias igualmente”, afirma o coordenador do PSDB na Região Serrana, Ramon Mello.



FONTE: DIARIO DE PETRÓPOLIS

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ampla teve prejuízo de R$ 25 milhões com os temporais na Região Serrana

Durante a reunião do Comitê de Ações Emergenciais, realizada ontem na subprefeitura, em Itaipava, foi apresentado um balanço das ações realizadas nesses 100 dias após a tragédia do dia 12 de janeiro. Entre os números apresentados, os que mais chamam atenção são os prejuízos contabilizados pela concessionária de energia Ampla. De acordo com o representante da entidade, Sérgio Carvalho, a empresa teve uma perda de R$ 25 milhões com as chuvas. “Redes inteiras de energia sumiram. As perdas foram consideráveis”, lamentou.
Além de Petrópolis, as cidades de Areal, São José do Vale do Rio Preto e a área rural de Nova Friburgo são atendidas pela Ampla. O balanço apresentado pela empresa é referente aos quatro municípios. De acordo com os números, foram perdidos 352 mil metros de fios, 352 quilômetros de rede sumiram, 1050 postes e 155 transformadores foram danificados. A empresa perdeu também quatro mil unidades consumidoras e um torre de transmissão no Vale do Cuiabá foi perdida. “Apesar de todas as dificuldades, nós conseguimos em pouco tempo restabelecer a energia em vários pontos atingidos pelo temporal. Criamos uma força tarefa com mais de 500 homens para atender a todas as demandas”, ressaltou Sérgio. Ao todo, 106 mil consumidores ficaram sem energia.
Outros dados que também impressionaram foram os apresentados pelo presidente da Comdep, Anderson Juliano. De acordo com ele, entre os dias 12 de janeiro e 15 de abril, foram realizadas 17.800 viagens de caminhão, contabilizando 380 mil metros cúbicos de detritos. Ao todo, foram usados 120 veículos e 70 máquinas. “Foi uma tragédia sem precedentes. Todos os números são grandiosos e impressionam”, frisou. Segundo Juliano, algumas máquinas, equipamentos e caminhões cedidos pelo governo do estado estão sendo devolvidos. “Ainda estamos realizando ações no Vale do Cuiabá, mas não precisamos mais de tantos caminhões e máquinas. Está sendo feito um levantamento e alguns serão devolvidos. O importante é que todas as vias e acessos já estão liberados”, enfatizou.
A Defesa Civil também apresentou um balanço dos 100 dias após a tragédia. De acordo com o coordenador do órgão, coronel De Paula, 2445 vistorias foram feitas e 912 laudos já foram entregues. Desse total, ainda não existem números exatos de quantas moradias serão demolidas, estima-se que até o momento 29 casas já foram condenadas pela DC. Segundo o coordenador do Comitê de Ações Emergenciais, Luiz Eduardo Peixoto, o município está aguardando a finalização das vistorias que estão sendo realizadas pelo Instituto Estadual de Ambiente (Inea) para definir quais residências serão demolidas. “A princípio, apenas as casas marcadas inicialmente pela Defesa Civil serão demolidas. O Inea está realizando vistorias em toda a região e os números oficiais só serão divulgados após a conclusão deste trabalho”, explicou. O estudo realizado feito pelo Inea leva em conta as construções dentro da faixa marginal de 30 metros do leito do rio. Acredita-se que todas as residências que estiveram dentro deste limite deverão ser demolidas.
O comitê também apresentou os números das famílias assistidas. Ao todo, são 2044 pessoas recebendo algum tipo de assistência da Prefeitura. Existem também 890 famílias cadastradas no Programa do Aluguel Social do Estado. Segundo Peixoto, a intenção é assentar essas famílias até junho do ano que vem. “Serão construídas 1500 casas para atender as vítimas das chuvas e famílias que estão incluídas no Aluguel Social”, disse.
Todos os dados apresentados durante a reunião farão parte do Plano de Contingência que auxiliará as ações de prevenção e atuação em situações de emergências. De acordo com Peixoto, todos as entidades que fazem parte do comitê deverão entregar até dia seis de maio todos números, dados, fotos, filmagens, gastos e ações feitas durante esses três meses.



Comunicação com rádios para avisos
O Comitê de Ações Emergenciais entregou aos seus integrantes equipamentos de comunicação que farão parte do Sistema Municipal de Comunicação para Emergências. Ao todo, foram gastos R$ 105 mil com os rádios e repetidores. Segundo o coordenador do comitê, Luiz Eduardo Peixoto, os equipamentos fazem parte da primeira aquisição do município para a implementação do sistema. “Percebemos que a comunicação foi um dos principais problemas enfrentados pela equipe durante as ações no Vale do Cuiabá. Nós atuamos em áreas totalmente isoladas e a falta de rádios transmissores causou atrasos na ajuda as vítimas”, ressaltou.
A entrega dos equipamentos aconteceu durante a reunião semanal do Comitê de Ações Emergenciais, realizada no subprefeitura, em Itaipava. Vinte órgãos municipais e privados fazem parte do comitê. Entre eles, a Águas do Imperador, ROER, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Inea/Rebio Araras, Oi, Ampla, Comando da Paz, Conselho Regional de Psicologia do Estado do Rio de Janeiro, Comdep, CPTrans, Exército e Guarda Municipal, além das secretarias municipais de Planejamento, Saúde, Habitação, Meio Ambiente, Obras, Segurança e Assistência Social.
Para o presidente da Comdep, Anderson Juliano, a falta de comunicação entre as equipes de resgate, salvamento, limpeza e assistência social prejudicou os trabalhos. “Trabalhamos em áreas onde não havia nenhum meio de comunicação. Quando nossos caminhões iam para as partes mais altas, não tínhamos como saber qual era a situação, se estavam precisando de algo, que tipo de ajuda estavam precisando”, lembrou. Fábio Holz, integrante do ROER, ressaltou que é preciso instituir também rádios nas sedes das secretarias e se prontificou a treinar os integrantes do Comitê para o uso dos novos equipamentos. “A criação de um sistema de comunicação é fundamental. Tivemos muitas dificuldades durante as ações no Vale do Cuiabá”, disse.
Além dos equipamentos entregues ontem, também serão instalados rádios nas viaturas da secretarias municipais e serão criadas mais canais de rádio que atenda a todo o município. “Temos hoje apenas um canal e vimos que isso não funciona. Nossa intenção é que esse sistema esteja funcionando em breve e que no próximo verão estejamos mais preparados para as situações de emergência”, ressaltou Peixoto. Durante a reunião, também ficou acertada a realização de uma campanha de prevenção a queimadas. De acordo com o representante do Rebio Araras/Inea, Márcio Ferreira, boa parte dos deslizamentos acontece em locais onde há falta de vegetação. “Precisamos começar agora os trabalhos de prevenção para evitar novas tragédias no ano que vem. Evitar as queimadas, conscientizar a população dos riscos que essa prática causa ao meio ambiente é essencial”, frisou. Márcio solicitou que a campanha seja veiculada em locais onde há uma maior concentração de pessoas, como os terminais de ônibus, e que as contas de energia elétrica e água contenham informações sobre os riscos das queimadas.

JANAINA DO CARMO
Redação Tribuna