terça-feira, 23 de agosto de 2011

Relatório da Alerj aponta omissão de governos


A omissão, a ineficiência e o interesse eleitoreiro agravaram a catástrofe provocada pelas chuvas na Região Serrana fluminense, que deixaram mais de 900 mortos em janeiro. Essa é uma das principais constatações do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Enchentes na Região Serrana, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio, apresentado ontem.
Com cerca de 220 páginas, o relatório compila seis meses de investigação e explica as causas das enchentes. Os deputados apontam como causa da tragédia a ocupação irregular do solo e a ausência de um sistema adequado de Defesa Civil integrado entre os três níveis de governo. O documento também faz referência a casos de corrupção constatados nos dias seguintes à tragédia, que, segundo os deputados, atrasam a recuperação da região.
O documento destaca a ausência de sistemas de alerta, além de equipamentos que auxiliassem o deslocamento e o abrigo da população após as chuvas de 12 de janeiro. Para evitar situações semelhantes, os deputados sugerem um plano de contenção de catástrofes no âmbito estadual, além de um aparato de Defesa Civil em todos os municípios, vinculado à União. Um órgão estadual de geotécnica e um hospital regional também constam como propostas do texto.
Segundo o relator da CPI, deputado Nilton Salomão (PT), essas medidas também poderiam ter auxiliado nas catástrofes do município de Angra dos Reis e do Morro do Bumba, em Niterói, que deixaram dezenas de mortos em 2010. Para ele, interesses eleitoreiros que permitiram a ocupação em áreas de encosta e em beira de rios, como ocorreu em todos os casos, devem ser combatidos.



Desenvolvimento seguro
Um modelo de desenvolvimento seguro para a Região Serrana que envolva os governos nas esferas federal, estadual e municipal com investimentos em Defesa Civil e política habitacional e que puna, exemplarmente, agentes públicos e concessionárias de serviços pela indução e facilitação da ocupação de áreas de risco. O relatório final da CPI das Chuvas da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), apresentado ontem, além de identificar as responsabilidades pela tragédia de 12 de janeiro, que deixou 911 mortos em sete municípios – 73 em Petrópolis –, propõe uma legislação mais dura e uma fiscalização eficiente que combata a ocupação desordenada.
Bernardo Rossi (PMDB) e Marcus Vinícius (PTB), deputados que representam Petrópolis na Alerj e membros da CPI das Chuvas, participaram da apresentação e aprovação do relatório final. “Depois de 30 anos, o estado está desenvolvendo uma política habitacional com o Plano Estadual de Habitação que pretende reduzir o déficit de moradias, hoje, em Petrópolis, na ordem de 15 mil casas, até 2023. É uma política de longo prazo que precisa começar já”, diz Rossi. Ao mesmo tempo em que as famílias forem retiradas das encostas e áreas de risco, há necessidade de fiscalização preventiva. “Hoje existem dois fiscais do Meio Ambiente na cidade para cobrir uma área de nove mil quilômetros quadrados. É evidente sua ineficácia”, completa Marcus Vinícius.
Os parlamentares ressaltaram a inexistência de estudos de áreas de risco para os distritos de Petrópolis, sistema de alerta de chuvas e plano emergencial de retirada de moradores de áreas instáveis. O relatório final da CPI das Chuvas da Alerj será integrado ainda pelo relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito já concluída pela Câmara de Vereadores.



Propostas de projetos de lei
O relatório da CPI das Chuvas da Alerj vai ser enviado ao Governo do Estado, ao Ministério Público, Estadual e Federal, à Controladoria Geral da União, ao Tribunal de Contas da União e ao Tribunal de Contas do Estado. Ele também inclui propostas de projetos de lei como a criação de um fundo para calamidades e um plano de incentivo ao turismo na Região Serrana.
Além das ações para os moradores de áreas de risco, os parlamentares defendem ainda ajuda governamental por meio de linhas de financiamento e redução de impostos para as empresas. Bernardo Rossi e Marcus Vinícius assinam em conjunto projeto de lei prevendo a redução do ICMS para 2% para todas as empresas instaladas em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo pelo período e 10 anos.
As chuvas trouxeram prejuízos diretos à economia na ordem R$ 3 bilhões e afetaram sobremaneira o turismo, que vive de imagem e é carro-chefe nessas cidades”, pontua Bernardo. Para Marcus Vinícius, essas cidades que ainda recolhem ICMS na ordem de 19%, ficaram ainda menos competitivas que municípios vizinhos onde a redução já é praticada. “É hora de fortalecer a economia dessas cidades, com o estado abrindo mão de impostos para a retomada do crescimento econômico”, afirma.
Os deputados estaduais também apresentaram projeto de lei incluindo as três cidades no Fundo de Recuperação Econômica de Municípios Fluminenses (Fremf) instituído por lei, em 2005, e que abrange hoje 34 cidades. O Fundo, que anualmente dispõe de recursos na ordem de R$ 60 milhões, financia empreendimentos geradores de emprego e renda. Os financiamentos podem ser usados em vários setores da indústria, agroindústria, agricultura familiar, micro e pequenas empresas, serviços e comércio atacadista.

CPI acusa governos de omissão em desastre após chuvas no RJ


A CPI concluiu que os governos foram "omissos, incapazes e improvidentes" tanto na prevenção como no combate aos estragos da chuva na região serrana

Foto: Luís Bulcão/Especial para Terra

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Direto do Rio de Janeiro
O relatório final da CPI da Serra, realizada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para avaliar as causas e as consequências das chuvas que atingiram a região serrana fluminense na madrugada do dia 11 de janeiro, afirma que houve omissão, incapacidade e improvidência dos governos municipais, estadual e federal para prever e lidar com a crise, que teve o registro de mais de 900 mortos e cerca de 360 desaparecidos.

Entre os itens apontados pela comissão estão a falta de dispositivos tecnológicos, como radares e estações, que pudessem alertar a população com eficácia sobre a intensidade das chuvas. De acordo com o relatório, os entes públicos também não contavam com logística adequada para prestar socorro e abrigar a população atingida. O texto também aponta a precariedade do mapeamento das áreas de risco e afirma que os governos foram omissos e imprevidentes na elaboração e no cumprimento de leis para a ocupação do solo, adotando políticas eleitoreiras ao proporcionar a urbanização desordenada em troca de votos.

Os deputados também alertaram para a ineficiência das medidas tomadas após a tragédia. Segundo eles, as ações até agora tomadas não evitarão tragédias futuras. "Somente 36 das mais de 400 obras de encostas necessárias foram realizadas", exemplificou o presidente da CPI, deputados Luiz Paulo (PSDB).

A CPI sugere a construção de um hospital regional para a região serrana, a integração e o reforço da união com as defesas civis municipais e a criação de um órgão estadual de geotécnica, a exemplo da GEO-Rio (órgão do município do Rio de Janeiro).

Apontadas no relatório como a "tragédia sobre a catástrofe", as denúncias de desvios de verbas de emergência e contratações irregulares também foram repudiadas. "A grande tragédia é a luta contra a corrupção. Essa CPI não começou sobre isso, mas não podemos deixar de citar aqui a corrupção endêmica que vivemos não só no Rio de Janeiro, mas no Brasil inteiro."

Tragédia na região serrana
As fortes chuvas que atingiram a região serrana do Rio de Janeiro nos dias 11 e 12 de janeiro de 2011 provocaram enchentes, deslizamentos de terra e mataram oficialmente 905 pessoas. Mais de 300 foram consideradas desaparecidas. As cidades mais atingidas pelos temporais foram Teresópolis, Nova Friburgo, Petrópolis, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto. De acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), chuvas com tal intensidade ¿ algumas estações registraram quase 300 mm de precipitação em 24 horas - têm probabilidade de acontecer apenas a cada 350 anos.

Relatório da CPI das Chuvas da Alerj será entregue aos governos estadual e federal, aos Ministérios Públicos e ao TCU


Ascom/Foto – Divulgação
Bernardo Rossi e Marcus Vinícius defendem redução de impostos e financiamentos
Um modelo de desenvolvimento seguro para a Região Serrana que envolva os governos nas esferas federal, estadual e municipal com investimentos em Defesa Civil e política habitacional e que puna, exemplarmente, agentes públicos e concessionárias de serviços pela indução e facilitação da ocupação de áreas de risco. O relatório final da CPI das Chuvas da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), apresentado nesta segunda-feira (22), além de identificar as responsabilidades pela tragédia de 12 de janeiro que deixou 911 mortos em sete municípios – 73 em Petrópolis – propõe uma legislação mais dura e uma fiscalização eficiente que combata a ocupação desordenada.
Bernardo Rossi (PMDB) e Marcus Vinícius (PTB), deputados que representam Petrópolis na Alerj e membros da CPI das Chuvas participaram da apresentação e aprovação do relatório final. “Depois de 30 anos, o governo do Estado está desenvolvendo uma política habitacional com o Plano Estadual de Habitação que pretende reduzir o déficit de moradias, hoje, em Petrópolis, na ordem de 15 mil casas, até 2023. É uma política de longo prazo que precisa começar agora”, afirma Bernardo Rossi. Ao mesmo tempo em que as famílias forem retiradas das encostas e áreas de risco há necessidade de fiscalização preventiva. “Hoje, em Petrópolis, existem dois fiscais do Meio Ambiente para cobrir uma área de nove mil quilômetros quadrados. É evidente sua ineficácia”, completa Marcus Vinícius.
Os parlamentares ressaltaram a inexistência de estudos de áreas de risco para os distritos de Petrópolis, sistema de alerta de chuvas e plano emergencial de retirada de moradores de áreas instáveis. O relatório final da CPI das Chuvas da Alerj vai ser integrado ainda pelo relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito já concluída pela Câmara de Vereadores. Ele aponta omissão do poder público pelo menos nos últimos 50 anos e ainda lista 43 ações que devem ser implementadas pelos governos, principalmente em preservação e habitação.
O relatório da CPI das Chuvas da Alerj vai ser enviado ao Governo do Estado, ao Ministério Público, Estadual e Federal, à Controladoria Geral da União, ao Tribunal de Contas da União e ao Tribunal de Contas do Estado. Ele também inclui propostas de projetos de lei como a criação de um fundo para calamidades e um plano de incentivo ao turismo na Região Serrana.
Bernardo Rossi e Marcus Vinicius defendem financiamentos e redução de tributos
Além das ações para os moradores de áreas de risco, os parlamentares defendem ainda ajuda governamental por meio de linhas de financiamento e redução de impostos para as empresas. Bernardo Rossi e Marcus Vinícius assinam em conjunto projeto de lei prevendo a redução do ICMS para 2% para todas as empresas instaladas em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo pelo período e 10 anos.
- As chuvas trouxeram prejuízos diretos à economia na ordem R$ 3 bilhões e afetaram sobremaneira o turismo, que vive de imagem, e é carro-chefe nessas cidades”, pontua Bernardo. Para Marcus Vinícius, essas cidades que ainda recolhem ICMS na ordem de 19% ficaram ainda menos competitivas que municípios vizinhos onde a redução já é praticada. “É hora de fortalecer a economia dessas cidades com o Estado abrindo mão de impostos para a retomada do crescimento econômico” afirma.
Os deputados estaduais também apresentaram projeto de lei incluindo as três cidades no Fundo de Recuperação Econômica de Municípios Fluminenses (Fremf) instituído por lei, em 2005, e que abrange hoje 34 cidades. O Fundo, que anualmente dispõe de recursos na ordem de R$ 60 milhões, financia empreendimentos geradores de emprego e renda. Os financiamentos podem ser usados em vários setores da indústria, agroindústria, agricultura familiar, micro e pequenas empresas, serviços e comércio atacadista.
- Os demais parlamentares estão sensíveis às conseqüências das chuvas de janeiro e a importância que essas iniciativas terão diretamente na economia das cidades”, assinala Bernardo Rossi. Para Marcus Vinícius, representantes dos segmentos econômicos de diversos setores devem se unir aos deputados para a aprovação dos projetos. “Além de minimizar, imediatamente, os estragos das chuvas na economia dessas cidades, os projetos vão ajudar no crescimento econômico em médio prazo”.

Marchesini também nega ter recebido propina

Marchesini também nega ter recebido propina
- Ex-secretário de Obras e de Fiscalização foi mais um ouvido na CPI da Alerj. Relatório final deve ficar pronto na segunda-feira

Marcello Medeiros

Foto: Divulgação

Ex-secretário de Obras do Governo JM, Marchesini informou que só tinha atuação nos canteiros de obras


Aconteceu nesta sexta-feira, 19, a última reunião ordinária da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que investiga os responsáveis pela tragédia causada pelas chuvas na Região Serrana. Foram ouvidos o vice-governador e secretário de Estado de Obras, Luiz Fernando Pezão, e o ex-secretário de Obras de Teresó-polis Paulo Roberto Marchesini. Ele foi acusado pelo proprietário da empresa RW Engenharia, José Ricardo de Oliveira, em depoimento à CPI, de negociar o recebimento de propina para a prestação de serviços na cidade. José Ricardo revelou que pagava 15% em cima do valor das obras. Marchesini não só negou as acusações, como disse que só executava os projetos, não tendo acesso a licitações. “Tinha contatos com as empresas só nos canteiros de obra, para fiscalizar”, resumiu.

Para o relator da CPI, deputado Nilton Salomão (PT), pelo depoimento do ex-secretário será necessário realizar uma investigação mais profunda, já que ficou comprovado que não havia uma fiscalização em torno das empreiteiras prestadoras de serviço. Ele também solicitou ao vice-governador Pezão o relatório atualizado das obras de encosta, os contratos fechados por municípios e o cronograma das obras que ainda serão realizadas. O relatório final da CPI deverá ser concluído na próxima semana.

Estiveram presentes os deputados Luiz Martins (PDT), Gustavo Tutuca (PSB), Janira Rocha (PSol), Zaqueu Teixeira (PT), Rogério Cabral (PSB), Sabino (PSC), André Lazaroni (PMDB), Alessandro Calazans (PMN), Altineu Cortes (PR), André Ceciliano (PT), Fábio Silva (PR), Domingos Brazão (PMDB), Ricardo Abrão (PDT) e Clarissa Garotinho (PR), além de outros representantes do Governo do estado. O relatório final da CPI deve ficar pronto na segunda-feira e será encaminhado ao Ministério Público, podendo gerar diferentes inquéritos para investigar as responsabilidades pela tragédia.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Verba para a Região Serrana

O vice-governador do rio e secretário de obras, Luiz Fernando Pezão, afirmou que para a reconstruir a Região Serrana será necessário o estado disponibilizar mais R$ 320 milhões. Foi durante depoimento à comissão parlamentar de inquérito que apura o desvio de verbas por prefeituras atingidas pelas chuvas de janeiro. Segundo ele, durante encontro com a presidente Dilma Rousseff, nesta semana, foi feito pedido para liberação da verba.

Relatório da CPI das Chuvas da Câmara será integrado ao documento final da CPI da Alerj


Ascom
A CPI das Chuvas da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) apresenta segunda-feira (22.08) o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito. A ele será anexado o documento elaborado pela CPI das Chuvas da Câmara de Vereadores de Petrópolis. Ambas foram instaladas com o mesmo objetivo: apurar responsabilidades de agentes públicos e políticos na tragédia das chuvas de janeiro. O documento será levado à Alerj essa semana pelo presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Igor (PMDB) e pelo presidente da CPI das chuvas, João Tobias (PPS).
O relatório da CPI da Câmara aponta omissão do poder público pelo menos nos últimos 50 anos. O documento ainda lista 43 ações que devem ser implementadas pelos governos, principalmente em preservação e habitação. “O documento emitido pelos vereadores de Petrópolis é muito importante. Anexado ao relatório final, ele será remetido ao plenário em 15 dias”, antecipa o deputado estadual, Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), presidente da CPI das Chuvas da Alerj.
Entre os sete municípios atingidos pelas chuvas de janeiro Petrópolis foi o único a pedir parceria com a CPI das Chuvas da Alerj e o único a pedir participação nas reuniões da comissão do parlamento estadual. “Essa cooperação, inédita, um pedido feito por meio do deputado estadual Bernardo Rossi (PMDB) membro da CPI das Chuvas da Alerj, mostrou o interesse dos vereadores em mudar essa realidade, propor transformações”, elogia o deputado Luiz Paulo.
A CPI da Câmara ouviu técnicos, especialistas, representantes de concessionárias e autoridades municipais. Também esteve nas áreas atingidas, conversando com moradores e desabrigados. “Esse levantamento é de grande valor e pode somar em muito ao trabalho que vem sendo desenvolvido pelos deputados, pois traz um retrato específico da realidade da nossa cidade. Também servirá como instrumento de cobrança aos órgãos executivos”, frisa Paulo Igor.
O histórico de ocupação desordenada, ausência de ações efetivas à preservação ambiental, inexistência de política habitacional e as condições topográficas e geológicas fazem parte do rol de causas da tragédia de janeiro, aponta o relatório. No fim do mês passado, Paulo Igor e João Tobias vistoriaram o Vale do Cuiabá, cenário da tragédia de janeiro que deixou 73 mortos e dezenas de desaparecidos.
Além de especialistas, que traçaram um perfil técnico da situação, a CPI ouviu também lideranças comunitárias com o objetivo de identificar as causas da tragédia e formas de prevenção. “O relatório final e toda documentação levantada durante as investigações será encaminhado também para as demais autoridades competentes. O vereador João Tobias conduziu esta CPI de forma muito competente, dando andamento aos trabalhos inclusive durante o recesso parlamentar para garantir conteúdo e celeridade ao relatório final”, pontua Paulo Igor.
O trabalho de campo da CPI foi encerrado no dia 29 do mês passado com uma vistoria às áreas atingidas. Acompanhado pelo presidente da Câmara, Paulo Igor, o presidente da Comissão, João Tobias conversou e ouviu reivindicações de moradores do Vale do Cuiabá. “Verificamos que o trabalho de limpeza, liberação de acessos e religação de energia e água, foi feito. Os moradores dizem que estão sendo assistidos pela Prefeitura, mas um ponto preocupante é a questão da área de exclusão, as indenizações e a forma como tudo isso vem sendo tratado”, frisa João Tobias.
Técnicos frisaram necessidade de recuperação ambiental
Técnicos e estudiosos no assunto foram unânimes em afirmar que o caso requer atenção especial por parte do poder público e ações imediatas, como a implementação de projetos de recuperação ambiental, podem minimizar os danos. A CPI ouviu os engenheiros Rolf Dieringer, Carlos Alberto Salgueiro e Johannes Stein, além do técnico sanitarista Pedro Pomim e o representante da Federação das Associações de Moradores de Petrópolis (FAMPE), Alencar Lisboa.
“A geografia da nossa cidade, aliada ao crescimento desordenado nas encostas, potencializa o risco. Precisamos impedir os desmatamentos e programar o reflorestamento de áreas já degradadas. Os técnicos nos apontaram o conjunto de razões que provocaram a tragédia em janeiro. Eles nos auxiliaram, também apontando possíveis soluções. O reflorestamento e a retirada da população das áreas de risco, por meio de uma política habitacional, são essenciais”, frisa João Tobias.

Vice-governador fala na CPI da Alerj sobre chuva na Serra

O vice-governador Luiz Fernando Pezao pestou hoje depoimento na CPI da ALERJ, que apura possiveis irregularidades no uso de verbas as cidades atingidas pelas chuvas de janeiro na serra fluminense. O vice-governador negou qualquer envolvimento do estado com essas irregularidades.