segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Ônibus parados e filas enormes: linha 700 lidera reclamações


Foto: Thaciana Ferrante

O desrespeito marcou a sexta-feira de muitos Petropolitanos que esperavam por um coletivo da linha 700 no Terminal de Itaipava. Mesmo com pelo menos três ônibus enfileirados no local por volta das 8h, e as filas de aposentados, pessoas que iriam em pé e a normal estarem chegando quase à lanchonete que existe no espaço, os ônibus só foram liberados por volta das 8h35 após reclamação dos usuários junto ao fiscal. De acordo com testemunhas, o problema é recorrente.
Motoristas que trabalham na linha afirmam que a ordem dos fiscais é sempre a mesma, de segurar os coletivos o maior tempo possível dentro do terminal. Pessoas de muleta e da terceira idade precisaram esperar por mais de 30 minutos em pé, pois não foram liberadas para embarcar nos ônibus. Os profissionais afirmam, ainda, que o correto era que um dos carros tivesse saído às 8h10.
Quando questionado, o fiscal Paulo Cesar declarou que a demora seria de responsabilidade dos motoristas, que demorariam para tomar café e utilizar o banheiro entre uma viagem e outra. “Eles sabem o horário que eles devem cumprir, não tenho como controlar tudo, preciso liberar os carros também. A ordem é que conforme os veículos venham chegando já saiam com os passageiros. O trânsito também é um fator que atrapalha muito o andamento das coisas”, disse.
O problema é que apesar do trânsito ruim havia coletivos de sobra dentro do terminal. “É uma vergonha, todo o dia enfrentamos a mesma coisa e ninguém faz nada. Quando questionamos os motoristas do motivo de terem tantos coletivos trancados e parados, mesmo quando a fila está enorme, só dizem que a ordem é aguardar e não liberar os carros”, contou indignada a costureira Ana Maria Barbosa.
Já os motoristas afirmam que a culpa não é deles. “Estamos aqui aguardando ao lado dos coletivos a liberação. Não podemos fazer nada, apenas obedecemos aos fiscais e normas da empresa. Ninguém fica perdendo tempo lanchando meia hora. Claro que somos seres humanos e às vezes vamos ao banheiro e compramos algo para comer, mas é tudo muito rápido, afinal, a linha 700 é uma das principais. Mesmo assim precisamos esperar como os passageiros”, relatou um motorista que preferiu não se identificar.
A indignação tomou conta dos que estavam à espera de um ônibus para poder chegar ao trabalho. Luciano Marques, que trabalha com serviços gerais, garante que o problema é antigo e acontece todos os dias. “Uso essa linha diariamente e esta sempre assim. Os horários de pico são um terror! É impressionante a fila e nem assim os fiscais autorizam a saída dos carros. Já tem quatro ônibus enfileirados e até agora nada. Trinta minutos à espera de um 700 é palhaçada”, reclamou.
O também auxiliar de serviços gerais Igor Fernandes está com o pé quebrado e ficou quinze minutos na fila de muletas. “A fila aumenta a cada instante e eu aqui, sem poder fazer nada. Os funcionários nem ao menos abrem o ônibus para podermos embarcar até terem a tal ordem da liberação dos carros. Só não consigo entender que tática é essa, de ter ônibus disponíveis, mas não colocá-los para rodar?”, questionou.
A aposentada Marilene Machado afirma que a fila chega a passar da lanchonete. “Gente, é o terminal inteiro cheio de cidadãos trabalhadores esperando o mesmo ônibus. Estou há um tempão aguardando e é sempre assim. Só começaram a liberar agora devido aos questionamentos da imprensa, porque reclamo todos os dias e nem isso é o suficiente para fazer com que os fiscais autorizem a saída dos ônibus”, ressaltou.

Executivos não cumprem horário e prejudicam passageiros
O executivo da linha Posse/Gaby no horário de 7h20 não fez a viagem ontem. Os usuários acostumados a usar o coletivo correram para pegar as linhas comuns após constatar a falha. Nenhum outro ônibus foi colocado para suprir a falta do carro.
O erro também não foi informado nem justificado para os usuários, que quando chegaram ao Terminal de Itaipava se depararam com um verdadeiro caos. Quem tinha compromisso e horário para chegar ao trabalho se mostrou indignado com a situação e afirma ter sido prejudicado.
“Esse executivo passa em Itaipava perto da minha casa às 8h todos os dias, mas por via das dúvidas sempre chego antes, pois dependendo do trânsito ele pode passar uns cinco minutos adiantado. Cheguei 7h45 no ponto e até 8h20 o executivo não havia passado. Optei pelo comum e chegando no terminal fiquei no final de uma fila quilométrica. Um monte de ônibus estacionados, um atrás do outro, e as pessoas em pé esperando a boa vontade de alguém para terem autorização de embarcar e, enfim, poderem seguir viagem. O resultado é que vou chegar pelo menos 40 minutos atrasada, quando normalmente chego 10 minutos antes”, afirmou revoltada a auxiliar de escritório Tamara da Silva.
O Setranspetro respondeu, por meio de nota, que "A Turb esclarece que os ônibus da linha 700 – Terminal Itaipava têm saídas programadas a cada seis minutos nos horários de pico, porém os constantes engarrafamentos ao longo de todo o itinerário, principalmente na Rua Paulo Barbosa, na entrada do Carangola, em Corrêas e Bonsucesso, na parte da manhã, fazem com que os ônibus fiquem presos no trânsito formando um comboio. Essa situação também atrasa muito o tempo de viagem da linha e por isso os ônibus podem chegar todos ao mesmo tempo e com um atraso que atinge até 15 minutos. Por esta razão, a Turb tem sido atuante nas discussões sobre mobilidade urbana, porque um dos focos da empresa é colaborar para melhoria da fluidez do trânsito para que os ônibus, emfim, possam cumprir os seus horários programados. Por fim, a Turb esclarece aos seus passageiros que, hoje, além do atraso gerado pelas retenções, um dos fiscais que trabalham na operação do Terminal Itaipava passou mal e precisou ser substituído. Enquanto o substituto não chegava, os outros funcionários da empresa que atuam no Terminal Itaipava acabaram ficando sobrecarregados por um período", diz a nota.

Thaciana Ferrante
Redação Tribuna

Mega operação contra quiemadas



Uma mega operação do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) trouxe 100 militares e três aeronaves para o combate a incêndios em vegetação na região de Itaipava, Pedro do Rio e Posse. Um Centro de Operações foi montado no 2/15º Destacamento de Itaipava (2/15DBM), e já nesta manhã os helicópteros auxiliavam no controle de queimadas na região de Secretário, no 4º distrito.

Só ontem, 18 focos foram registrados pelo Destacamento de Itaipava. No mesmo período do ano passado, foram apenas 72. Mais informações em instantes.

Aeronaves reforçam combate a incêndios em Petrópolis, no RJ

13/10/2014 10h20 - Atualizado em 13/10/2014 12h07


Equipes do Rio de Janeiro estão sendo deslocadas para a cidade.
Na localidade do Calembe, fogo já se alastra há quase uma semana.

Andressa CanejoDo G1 Região Serrana
Helicópteros das polícias militar e civil dão apoio à ação (Foto: Reprodução /InterTV / Jairo Martins)Helicópteros das polícias militar e civil dão apoio à ação (Foto: Reprodução /InterTV / Jairo Martins)
O Corpo de Bombeiros de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, conta com ajuda de três  helicópteros no combate aos quatro focos de incêndio em vegetação que atingem a cidade na manhã desta segunda-feira (13). Uma aeronave é do bombeiros e as outras duas foram cedidas pelas polícias civil e militar. Duas atuam no combate direto ao fogo e uma faz o mapeamento da área afetada.
Três aeronaves são utulizadas no combate ao incêndio (Foto: Reprodução /InterTV / Jairo Martins)Três aeronaves são utilizadas no combate ao
incêndio (Foto: Reprodução /InterTV / Jairo Martins)
Guarnições da corporação da capital, com cerca de 45 homens, também foram acionadas e  já estão a caminho de Petrópolis. Alguns focos de incêndio começaram neste domingo (12) e na localidade do Calembe, em Nogueira, a situação é preocupante, já que as chamas se alastram há quase uma semana.

Além de Nogueira, as outras três regiões atingidas são Secretário, distrito de Pedro do Rio; na fazenda de uma cervejaria, que fica às margens da BR-040; e no Brejal, onde atuam 23 militares.
Logo pela manhã, entre 7h30 e 8h, uma das aeronaves fez um sobrevoo nas localidades para detectar os focos. De acordo com o sub-comandante dos Bombeiros da Área Serrana, tenente-coronel Vitor Leite da Silva, dois lançamentos de água, com aproximadamente 1.000 litros, já foram feitos na tentativa de extinguir o fogo. O trabalho aéreo começou na tarde de domingo, quando 40 homens da capital também foram acionados para judar nos trabalhos. Segundo o sub-comandante, até o momento foram queimados cerca de 20 Km², juntando todas as áreas.
Aeronave dos bombeiros percorre áreas afetadas (Foto: Reprodução /InterTV / Jairo Martins)Aeronave dos bombeiros percorre áreas afetadas
(Foto: Reprodução /InterTV / Jairo Martins)
O militar informou que um novo balanço deve ser divulgado na manhã desta segunda após o retorno de parte da equipe. Ainda de acordo com o tenente-coronel, a maioria das queimadas foi provocada por ação humana. A baixa umidade relativa do ar aliada ao clima mais quente ajudam a intensificar e alastrar as chamas. A preocupação dos bombeiros, segundo ele, é que o fogo atinja as áreas de reserva ambiental.

Vitor também alerta para a ação da população que insiste em fazer limpeza de pasto e queimada de lixo, provocando os incêndios. O tenente-coronel pede que as pessoas denunciem o fato, que é crime.
Equipes trabalham também por terra para tentar conter avanço do fogo (Foto: Reprodução /InterTV / Jairo Martins)Equipes trabalham também por terra para tentar conter avanço do fogo (Foto: Reprodução /InterTV / Jairo Martins)

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Rio e mais 40 cidades serão afetadas por ‘guerra da água’

BRASÍLIA e RIO — A decisão da Companhia Enérgica de São Paulo (Cesp) de reduzir a vazão do Rio Jaguari compromete o abastecimento de água de 41 municípios, 15 em São Paulo e 26 no Rio, incluindo a capital, segundo estudos da Agência Nacional de Águas (ANA). Já o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) alertou, em nota, para o “colapso no abastecimento de água” de todas as cidades ao longo do Rio Paraíba do Sul nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo. O órgão apontou ainda outras duas consequências da retenção de água pela Cesp: o esvaziamento dos reservatórios das usinas de Paraibuna, Santa Branca e Funil, e a a redução de cerca de 130 megawatts médios (MW) de geração de energia nessas usinas.
Diante do risco de desabastecimento, autoridades federais estão pressionando o governo de São Paulo a reverter rapidamente o controle da vazão do Jaguari, afluente do Rio Paraíba do Sul. O diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, disse ao GLOBO que a previsão legal de priorizar o abastecimento humano (alegação da Cesp para reter a vazão do rio) tem de ser aplicada a um caso concreto, o que não ocorre no caso de Santa Izabel, única cidade paulista que usa a água do Rio Jaguari para consumo.
— Em situação de desabastecimento grave, o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo) poderia emitir uma declaração de situação de urgência. Sem isso, não se pode declarar uma medida emergencial. Não se pode adotar uma medida preventiva dessa maneira desproporcional. Pode ser boa a intenção, mas colocada de maneira equivocada. Justificar a ação com o sistema de interligação futuro (à bacia de Cantareira) é insuficiente — disse Andreu.
Em nota, a ANA afirmou não ter recebido “nenhuma justificativa dos órgãos gestores estaduais de São Paulo para alterar a operação do reservatório Jaguari”. Andreu informou que o ONS (que divide com a ANA a operação dos reservatórios) enviou ontem requerimento aos órgãos do governo paulista para que justifiquem a decisão de reduzir a vazão do Jaguari. O prazo para a resposta é sexta-feira, a partir de quando a ANA poderá tomar medidas concretas.
CESP PODE SER MULTADA EM 2% DA RECEITA
Já a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) — que na sexta-feira fez uma primeira notificação à Cesp, pedindo explicações sobre o descumprimento da recomendação de aumentar a vazão do Jaguari, conforme antecipou O GLOBO — notificará hoje a companhia paulista para que atenda à recomendação do ONS. Se em 15 dias a Cesp não fizer isso, pode receber multa de até 2% do faturamento.
Em nota, a Aneel informou que que está está apurando os fatos relacionados ao não cumprimento das determinações do ONS pela Cesp, destacando que cabe à ANA definir e fiscalizar as condições de operação dos reservatórios.
Segundo fontes do setor, a direção do ONS teme ainda que a decisão da Cesp abra um grave precedente: outras geradoras poderão não querer cumprir também as determinações do órgão quanto ao aumento ou redução da geração de energia.
Desde março, quando São Paulo propôs a interligação do rio Jaguari com o sistema Cantareira, que abastece a região metropolitana, governo federal e ANA resolveram mediar um grupo de discussões técnicas sobre o Paraíba do Sul entre os governos de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, Nesse debate, São Paulo indicara a possibilidade de construir dois novos reservatórios no Paraíba do Sul, para regularizar a oferta de água ao Rio, que aceitara fazer adequações no Guandu. A próxima reunião técnica ocorre hoje, em Brasília, mas o governo agora considera que São Paulo rompeu as negociações.
— Há uma mesa de diálogo constituída, mas o governador de São Paulo não procurou ninguém antes de reduzir a vazão — disse uma fonte do governo federal que participa dessas discussões.
Para a engenheira ambiental e ex-presidente do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Estado do Rio Marilene Ramos, a atitude da Cesp é política. A companhia, segundo ela, teria como objetivo de pressionar as autoridades como ANA e Aneel a tratarem dos problemas de São Paulo.
— Uma decisão como essa, em que os municípios não tiveram tempo de se preparar, pode impactar fortemente municípios como Barra Mansa e Volta Redonda — disse Marilene, coordenadora adjunta do Centro de Regulação e Infraestrutura da FGV.
Ela lembrou ainda que a Light pode ter de reduzir sua geração, o que diminuiria o volume de água do Guandu, que atende a mais de 85% da Região Metropolitana do Rio:
— A Cesp não poderia tomar essa decisão unilateralmente. Mas entendo que a ANA não está dando respostas em tempo hábil para resolver a situação de São Paulo. Talvez por isso o governo paulista tenha tomado essa decisão.
O governo federal prevê a possibilidade de uma frente fria chegar à região do Vale do Paraíba ainda esta semana.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Projeto pode melhorar trânsito em Itaipava

Foto: Reprodução
A nova pista de subida da serra e a construção do Arco Metropolitano, que já teve uma parte inaugurada, estão incentivando a expansão imobiliária na cidade. O motivo é que ambos encurtam a distância entre o Rio e Petrópolis. Com isso, muitos cariocas optam por subir e descer a serra todos os dias em busca de qualidade de vida. Entretanto, a previsão de que existem 4 mil novas unidades habitacionais em andamento na cidade é motivo de preocupação para organizações como a NovAmosanta, que tem como um dos objetivos cooperar com o governo, sugerindo melhorias em todas as áreas de infraestrutura urbana e social. 
A preocupação é porque a cidade já enfrenta há anos o problema de mobilidade urbana e com a vinda de mais pessoas, estima-se que o número de automóveis também aumente. E não é só o centro da cidade que sofre com os engarrafamentos. Em Itaipava, principalmente nos fins de semana, trechos que, normalmente são percorridos em 5 ou 10 minutos, podem levar até uma hora. 
A jornalista Renata Pompeu, de 39 anos, morava no Rio e há cinco anos se mudou para um apartamento na Granja Brasil, em Itaipava. Ao escolher a cidade para morar ela considerou a melhoria na qualidade de vida, por causa do trânsito e também para fugir da violência da cidade grande. Mas, de uns tempos para cá, Renata está preferindo não sair de casa aos fins de semana para evitar o estresse de ficar parada no trânsito. “A partir de quinta-feira começa o inferno. Não importa a hora que você saia de casa que vai estar engarrafado. Nos fins de semana então, fica impossível transitar, principalmente, entre 11h e 12h”, disse ela, que já chegou a levar uma hora para fazer o trajeto entre Bonsucesso até a reta de Itaipava, próximo ao Colégio Liceu. “Quando mudei não era assim, piorou nos últimos anos. Tenho visto muita gente mudando do Rio para cá, o que está deixando a cidade cada vez mais cheia. Também percebo que a construção da nova pista de subida da serra tem sido o motivo desta migração, porque vai diminuir a distância entre a cidade e a capital, mas acho que tudo isso é ilusão”, destacou. 
O presidente da organização, Roberto Penna Chaves explicou que alguns estudos sobre mobilidade urbana para a região de Itaipava já foram feitos. Neles, fazem parte além da prefeitura, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Os projetos, que juntos somam, aproximadamente R$ 80 milhões, incluem construção de ciclovia ligando o Parque de Exposições até o supermercado Bramil, alargamento da pista entre o Trevo de Bonsucesso e o Arranha-Céu e ampliação da estrada do Catobira. A previsão é que estas intervenções levem de um a dois anos para ficarem prontas, a partir da data de início das obras. 
Roberto comentou que também existe a possibilidade de ampliação da Estrada Mineira indo até o Shopping Itaipava. Além disso, ele disse que há um projeto que prevê o alargamento a pista desde o Retiro até Pedro do Rio. Uma outra opção é prolongar a pista até o Bramil, em Itaipava. “Já em Corrêas e Nogueira seriam construídas rotatórias para evitar que o motorista saia a esquerda de forma direta, o que influencia ainda mais nos engarrafamentos e também a colocação de divisórias de pistas no trecho a curto prazo. Os cruzamentos de pista junto às travessias provocam o gargalo no trânsito. São pequenas intervenções que podem ajudar”, afirmou. 
Ele disse ainda que este é um projeto a médio prazo. “Espero que cheguem a um entendimento final para a construção de uma alternativa”, ressaltou. 
A condição atual do trânsito, que vem sendo alvo de reclamações de petropolitanos e turistas, Roberto atribui ao aumento explosivo do setor imobiliário. “Com as melhorias na pista de subida e a construção do Arco Metropolitano, vai incentivar um fluxo grande de pessoas para virem morar aqui. Porque a cidade é mais tranquila, o clima é agradável”, disse. 

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Crescimento desordenado nos distritos está em debate

Quinta, 08 Maio 2014 16:34


Preocupados com a degradação da qualidade de vida nos distritos, cinco entidades se uniram para defender a região contra o crescimento desordenado, provocado pelos investimentos imobiliários e por outras ações. O presidente do GAPA-Itaipava, Carlos Eduardo da Cunha Pereira, chamou atenção para o fato de que as imobiliárias estão vendendo os imóveis nos condomínios em construção, afirmando que é o novo bairro do Rio de Janeiro e por isso, uma das propostas é pedir a moratória de todos os projetos imobiliários aprovados para os distritos. 
Para Carlos Eduardo a lógica deles é interessante, pois argumentam que o tempo do centro do Rio para o Recreio dos Bandeirantes é o mesmo para chegar em Petrópolis. Outro atrativo é o valor do imóvel, que no Recreio está em torno de R$ 8 a 10 mil o metro quadrado e nos distritos estão vendendo a R$ 5 mil. “Esta distância ainda pode ser reduzida com a inauguração do arco rodoviário, pois vai reduzir o número de veículos na Linha Vermelha e também quando a nova pista de subida estiver pronta”, comentou. 
A preocupação das cinco entidades -  UDAM, Novamosanta, Petrolis Convention & Visitors Bureau, Projeto Araras e GAPA-Itaipava "com o aumento populacional que estes investimentos vão trazer para a região, aumentando o problema com abastecimento de água, coleta do esgoto e acima de tudo a qualidade de vida. Carlos Eduardo acredita que um dos problemas será a mobilidade nos distritos, que ficarácomprometida, pois estão acabando com duas ou mais casas, para construção de condomínios com 50 ou mais moradias, aumentando a população e o número de carros na região". 
O crescimento desordenado já é percebido de Correas a Posse, com casas construídas na margem do rio Piabanha, investimentos imobiliários que não respeitam as características da região, como ocorreu em Nogueira, próximo a Igreja católica, onde o nível do terreno foi levantado cerca de dois metros da rua, assim como um desvio no rio. “Estas e outras situações nos preocupam, pois a Estrada União Indústria está sufocada e temos congestionamentos diários em Bonsucesso e no Aranha Céu”. 
Carlos Eduardo afirma que é preciso fazer uma diferença entre os oportunidades, que veem a oportunidade de ganhar dinheiro, e os que precisam de um local seguro para morar. “Estes nós precisamos dar apoio e apoiar o governo municipal nas ações para atendê-los. Defendo a construção de pequenos núcleos para as famílias carentes e não grandes condomínios, pois trazem inúmeros problemas sociais e ambientais”, frisou.
O Termo de Cooperação com as Diretrizes para atuação conjunta das entidades da sociedade civil dos distritos de Petrópolis e criação do Movimento Distritos de Petrópolis, será assinado no dia 12 de maio, às 19h, no auditório do Arcadia Mall. As entidades defendem também a destinação de recursos para os distritos, para realização de obras e melhorias fundamentais para melhorar a qualidade de vida. A partir da assinatura do termo de cooperação, as entidades estarão atuando conjuntamente na busca de respostas por parte do poder público. 

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Diversos entulhos são jogados em rio de Petrópolis, RJ

Azulejos, pisos, pedaços de televisão e terra são alguns itens encontrados.
Moradores flagraram caminhões jogando entulho no rio Santo Antônio.

Do G1 Região Serrana
Comente agora
Equipe da Superintendência Regional do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) esteve na manhã desta terça-feira fazendo uma vistoria às margens do Rio Santo Antônio no Vale do Cuiabá, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, e detectou que no local hၠdespejo irregular de terra e entulho.
No terreno, o entulho está espalhado. Restos de paredes ainda com azulejos e pisos, pedaços de televisão, vergalhões e muita terra são alguns itens encontrados a menos de dez metros do rio, na altura de Benfica. Os moradores fizeram fotografias de caminhões jogando entulho no local. Segundo o Inea, desde março de 2013 acontecem obras de adequação de calha, proteção das margens e implantação de parques fluviais às margens do Santo Antonio. Um investimento de R$ 58 milhões feito no rio pode ser prejudicado caso chova forte na região. Os vizinhos contam que a Defesa Civil foi informada do problema, mas a solução ainda não foi proposta.
Os moradores do Vale do Cuiabၠhaviam informado que os caminhões que fizeram o depósito irregular às margens do rio eram da empresa Prosplan, que venceu a licitação para operar o serviço no local. Em nota, a empresa informou que foi contratada pelo Inea para os serviços de  demolição de imóveis condenados em Petrópolis, e que o entulho colocado às margens foi solicitado pelo próprio Inea, para melhorar os acessos.
O Inea afirmou em nota que os caminhões que estariam fazendo o descarte irregular não são da empresa Prosplan. O Consórcio Vale do Cuiabá, que executa o projeto de recuperação ambiental na região, foi acionado para restringir o acesso ao terreno e identificar os infratores que serão punidos.