Ações emergenciais não solucionam os problemas ocasionados pela chuva O secretário de Planejamento de Blumenau, SC, Walfredo Balistieri acredita que o Plano Diretor de Petrópolis deve ser amplamente discutido por todos os segmentos da comunidade. A afirmação será apresentada aos moradores, empresários e poder público de Petrópolis durante a primeira palestra sobre Planejamento Estratégico e o Plano Diretor Municipal. O Ciclo de Palestras é uma iniciativa da Associação de Moradores e Amigos de Itaipava – Novamosanta Sociedade Civil sem fins Lucrativos– e do vereador Thiago Damaceno, presidente da Comissão para Estudo e Revisão do Plano Diretor. O objetivo do ciclo é conhecer projetos de planos diretores e de planejamento estratégico de sucesso que possam servir de referência para Petrópolis, já que, neste ano, a cidade está discutindo a revisão do seu plano diretor. De acordo com Silvana Moretti, arquiteta da equipe do secretário Walfredo, para a definição do Plano Diretor de Blumenau, a sociedade foi amplamente consultada. “Em Blumenau foram realizadas 32 reuniões com a comunidade em todos os bairros da cidade (inclusive na área rural), cinco oficinas temáticas que reuniram secretarias municipais, entidades sem fins lucrativos, representantes da comunidade, escolhidos nas reuniões de consulta e, um Congresso de Revisão do Plano Diretor, onde as soluções propostas nas oficinas foram transformadas em diretrizes, que, mais tarde, foram debatidas e aprovadas”, afirmou Silvana. A apresentação de Balistieri vai se basear em três temas. O primeiro deles é sobre a experiência de Blumenau na gestão de crises, decorrentes de grandes enchentes da bacia do Rio Itajaí e o seu impacto na vida da cidade e a implantação da Oktoberfest, símbolo da “volta por cima” da cidade. Já na segunda parte, o secretário vai informar sobre o processo de planejamento inovador e as linhas referenciais do Plano Diretor de Blumenau. Para concluir a palestra, Walfredo vai divulgar o “Projeto Blumenau 2050”, que mostra uma visão do futuro da região, através da definição de cinco grandes eixos de trabalho, com cenários alternativos. A palestra com Walfredo Balistieri vai ocorrer no dia 19, às 10h, no Teatro do Shopping Estação Itaipava. Segundo Silvana Moretti, na ocasião, o secretário vai explicar porque ações emergenciais não solucionam os problemas ocasionados pelas chuvas. “Aprendemos que o planejamento deve ser sempre realizado para um horizonte de longo prazo e que ações emergenciais não solucionam os problemas. O respeito à natureza e às questões ambientais e geológicas, devem sempre estar presentes em qualquer trabalho de planejamento que se deve ou quer realizar. Sabíamos das nossas fragilidades e definimos diretrizes no Plano Diretor para enfrentá-las. Não pudemos evitar muitas perdas materiais, mas conseguimos evitar muitas mortes. Aprendemos também, que após uma tragédia, não devemos simplesmente reconstruir da mesma forma. Devemos construir uma nova cidade, com novas características, sempre respeitando as questões, urbanas, sociais, ambientais e geológicas”, declarou. Para Walfredo Balistieri, para que a cidade recupere o ritmo da economia e o potencial turístico, é preciso rever a ocupação das áreas atingidas e acelerar os estudos geológicos nestas áreas. A Revisão do Plano Diretor, para posterior definição de nova legislação urbanística, também é de extrema importância Segundo Fernando Varella, coordenador do ciclo, o palestrante foi escolhido por sua experiência abrangente na área de desenvolvimento urbano. Entre as suas atribuições estão a coordenação técnica do Grupo Dirigido de Planejamento Urbano: Programa Blumenau 2050. A escolha também levou em conta o fato de as duas cidades, Petrópolis e Blumenau, possuírem características semelhantes em termos de localização (regiões serranas), topografia, número de habitantes, ocupação urbana e forte vocação turística. O ciclo de palestras vai contar também com a participação de especialistas e gestores de planos diretores das cidades de Juiz de Fora, Caxias do Sul, Campos do Jordão e Gramado.
quarta-feira, 30 de março de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Dilma quer punir administrador público que permitir ocupação em área de risco

A presidente Dilma Rousseff afirmou que irá propor mudanças no Estatuto das Cidades para punir administradores públicos que permitirem ocupação irregular do solo. O objetivo, segundo Dilma, é evitar desastres envolvendo populações que vivem em áreas de risco.
- As tragédias ocorrem em boa parte dos casos pela ocupação de áreas de risco. Administradores públicos que permitam ocupação irregular serão responsabilizados - afirmou.
A presidente informou também que espera resultados concretos já para o segundo semestre deste ano sobre o Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais que está em elaboração pelo Ministério de Ciência e Tecnologia junto com as Forças Armadas e a Defesa Civil.
Segundo Dilma, os pontos de risco de todo o país estão sendo mapeados pela Universidade Federal de Santa Catarina para orientar as políticas de prevenção.
Fonte: Agência Brasil
terça-feira, 22 de março de 2011
Projeto do Instituto Estadual do Ambiente (Inea)
Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro: Projeto do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) que prevê a liberação de R$ 12,49 milhões para serem aplicados a fundo perdido no controle de cheias e recuperação ambiental foi publicado hoje (7), no Diário Oficial do Estado. O dinheiro será usado nos municípios de Petrópolis, Nova Friburgo, Areal,Teresópolis, Bom Jardim, São José do Vale do Rio Preto e Sumidouro, na região serrana fluminense.
A liberação de parte destes recursos para o município de Petrópolis, por exemplo, possibilitará o trabalho de dragagem do Rio Santo Antônio, em Itaipava, além da recuperação ambiental de toda a região afetada pelas chuvas do dia 12 de janeiro.
O projeto do Inea foi aprovado pela Secretaria de Estado do Ambiente, por meio do Conselho Superior do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam).
Edição: Aécio Amado
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro: Projeto do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) que prevê a liberação de R$ 12,49 milhões para serem aplicados a fundo perdido no controle de cheias e recuperação ambiental foi publicado hoje (7), no Diário Oficial do Estado. O dinheiro será usado nos municípios de Petrópolis, Nova Friburgo, Areal,Teresópolis, Bom Jardim, São José do Vale do Rio Preto e Sumidouro, na região serrana fluminense.
A liberação de parte destes recursos para o município de Petrópolis, por exemplo, possibilitará o trabalho de dragagem do Rio Santo Antônio, em Itaipava, além da recuperação ambiental de toda a região afetada pelas chuvas do dia 12 de janeiro.
O projeto do Inea foi aprovado pela Secretaria de Estado do Ambiente, por meio do Conselho Superior do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam).
Edição: Aécio Amado
Inea homenageia equipes de emergência que atuaram na tragédia da Serra
Da Redação
As equipes de emergência e voluntários da Secretaria Estadual do Ambiente (SEA) e Instituto Estadual do Ambiente (Inea) foram homenageadas nesta quinta-feira (03) pelo trabalho realizado após a tragédia de janeiro em Petrópolis, Teresópolis e Friburgo. A solenidade, que lotou o auditório da SEA/Inea, no Centro do Rio, contou com a presença de familiares do funcionário do Inea Marco Antonio Verly, vítima de um deslizamento de terra durante ações de resgate em Friburgo na madrugada do dia 12.
O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e o diretor de Biodiversidade do Inea, André Ilha, fizeram a entrega de uma placa de homenagem à esposa de Verly, Isolina, que estava acompanhada do filho do casal, Leonardo. Minc afirmou que Verly, funcionário do Parque Estadual dos Três Picos, representa de forma superlativa a ação das equipes de emergência que atuaram na tragédia da Região Serrana. "Ele entregou sua própria vida, seu bem mais precioso, salvando outras vidas, e por isso será sempre lembrado como um símbolo da nossa missão maior, que é a defesa de todas as formas de vida", disse o secretário.
Minc destacou que o trabalho dos órgãos ambientais durante a tragédia contribuiu para salvar muitas vidas, como foi o caso das 45 famílias retiradas de áreas de risco em Friburgo graças ao alerta expedido pelo Inea. Além disso, as ações de prevenção executadas pelo instituto, como o Projeto Iguaçu, que promove o desassoreamento e urbanização dos rios Iguaçu, Sarapuí e Botas – incluindo a relocação de cerca de 2 mil famílias – também é importante para prevenir fatalidades causadas pela chuva.
A presidente do Inea, Marilene Ramos, emocionou-se ao reencontrar guarda-parques e funcionários com os quais teve contato durante as vistorias feitas nos três municípios atingidos pela tragédia, que deixou mais de 900 mortos e milhares de desabrigados. Ela ressaltou que a presença do instituto nas ações de emergência foi mencionada pelos prefeitos dos três municípios, pelo governador Sérgio Cabral e pelo vice, Luiz Fernando Pezão.
"O Inea é uma instituição presente nos momentos difíceis: a chuva forte, a estiagem que provoca incêndios, os acidentes ambientais. Nessa tragédia, porém, houve um esforço a mais de funcionários que, cada qual em sua própria área de ação, procuraram dar sua contribuição, enfrentando condições precárias, falta de sono e sem descanso até nos finais de semana. A resposta do Inea a esta tragédia, que mobilizou todo o país, nos enche de orgulho", disse Marilene.
A ação da SEA e do Inea mobilizou mais de 200 máquinas, veículos e equipamentos diversos, 78 guarda-parques e dezenas de funcionários de unidades de conservação, superintendências e da sede, muitos dos quais voluntários. As ações incluíram busca e resgate de vítimas, desobstrução de vias, desassoreamento, atendimento social e psicológico aos desabrigados, resgate de animais e vistorias em locais de risco, além da coleta de donativos. O Inea também criou uma força-tarefa para dar apoio aos programas de recuperação econômica dos municípios.
Presente à solenidade, o secretário de Trabalho e Ação Social de Petrópolis, Luiz Eduardo Peixoto, relembrou a ação dos funcionários da Reserva Biológica de Araras, os primeiros a chegar ao Vale do Cuiabá, totalmente isolado.
"Além de estar sempre presentes nos momentos de crise, o Inea também contribui para o diálogo junto à comunidade que a Prefeitura promove para tomar as medidas necessárias para evitar novas tragédias, participando de reuniões e audiências públicas", afirmou.
Participaram da solenidade a vice-presidente do Inea, Denise Rambaldi, o subsecretário estadual do Ambiente, Luiz Firmino e os diretores de Gestão das Águas e do Território, Rosa Formiga, e de Recuperação Ambiental, Luiz Manoel de Figueiredo Jordão.
As equipes de emergência e voluntários da Secretaria Estadual do Ambiente (SEA) e Instituto Estadual do Ambiente (Inea) foram homenageadas nesta quinta-feira (03) pelo trabalho realizado após a tragédia de janeiro em Petrópolis, Teresópolis e Friburgo. A solenidade, que lotou o auditório da SEA/Inea, no Centro do Rio, contou com a presença de familiares do funcionário do Inea Marco Antonio Verly, vítima de um deslizamento de terra durante ações de resgate em Friburgo na madrugada do dia 12.
O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, e o diretor de Biodiversidade do Inea, André Ilha, fizeram a entrega de uma placa de homenagem à esposa de Verly, Isolina, que estava acompanhada do filho do casal, Leonardo. Minc afirmou que Verly, funcionário do Parque Estadual dos Três Picos, representa de forma superlativa a ação das equipes de emergência que atuaram na tragédia da Região Serrana. "Ele entregou sua própria vida, seu bem mais precioso, salvando outras vidas, e por isso será sempre lembrado como um símbolo da nossa missão maior, que é a defesa de todas as formas de vida", disse o secretário.
Minc destacou que o trabalho dos órgãos ambientais durante a tragédia contribuiu para salvar muitas vidas, como foi o caso das 45 famílias retiradas de áreas de risco em Friburgo graças ao alerta expedido pelo Inea. Além disso, as ações de prevenção executadas pelo instituto, como o Projeto Iguaçu, que promove o desassoreamento e urbanização dos rios Iguaçu, Sarapuí e Botas – incluindo a relocação de cerca de 2 mil famílias – também é importante para prevenir fatalidades causadas pela chuva.
A presidente do Inea, Marilene Ramos, emocionou-se ao reencontrar guarda-parques e funcionários com os quais teve contato durante as vistorias feitas nos três municípios atingidos pela tragédia, que deixou mais de 900 mortos e milhares de desabrigados. Ela ressaltou que a presença do instituto nas ações de emergência foi mencionada pelos prefeitos dos três municípios, pelo governador Sérgio Cabral e pelo vice, Luiz Fernando Pezão.
"O Inea é uma instituição presente nos momentos difíceis: a chuva forte, a estiagem que provoca incêndios, os acidentes ambientais. Nessa tragédia, porém, houve um esforço a mais de funcionários que, cada qual em sua própria área de ação, procuraram dar sua contribuição, enfrentando condições precárias, falta de sono e sem descanso até nos finais de semana. A resposta do Inea a esta tragédia, que mobilizou todo o país, nos enche de orgulho", disse Marilene.
A ação da SEA e do Inea mobilizou mais de 200 máquinas, veículos e equipamentos diversos, 78 guarda-parques e dezenas de funcionários de unidades de conservação, superintendências e da sede, muitos dos quais voluntários. As ações incluíram busca e resgate de vítimas, desobstrução de vias, desassoreamento, atendimento social e psicológico aos desabrigados, resgate de animais e vistorias em locais de risco, além da coleta de donativos. O Inea também criou uma força-tarefa para dar apoio aos programas de recuperação econômica dos municípios.
Presente à solenidade, o secretário de Trabalho e Ação Social de Petrópolis, Luiz Eduardo Peixoto, relembrou a ação dos funcionários da Reserva Biológica de Araras, os primeiros a chegar ao Vale do Cuiabá, totalmente isolado.
"Além de estar sempre presentes nos momentos de crise, o Inea também contribui para o diálogo junto à comunidade que a Prefeitura promove para tomar as medidas necessárias para evitar novas tragédias, participando de reuniões e audiências públicas", afirmou.
Participaram da solenidade a vice-presidente do Inea, Denise Rambaldi, o subsecretário estadual do Ambiente, Luiz Firmino e os diretores de Gestão das Águas e do Território, Rosa Formiga, e de Recuperação Ambiental, Luiz Manoel de Figueiredo Jordão.
Notícias Inea
RIO - O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) contestou nesta quarta-feira os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicando que a tempestade na Região Serrana não foi a maior da história . Segundo a presidente do Inea, Marilene Ramos, a estação do Inmet em Teresópolis, em funcionamento desde 1961 e que forneceu a série histórica mais longa sobre o regime pluviométrico na cidade, está distante dos locais que receberam a maior parte da chuva. Além disso, as estações de monitoramento do Inea em Nova Friburgo teriam apontado um volume maior de chuva do que o informado pelo Inmet, cuja estação começou a funcionar no ano passado.
- Os dados do Inmet não servem para definir se esta foi ou não a maior chuva que já atingiu a região - disse ela. - Não posso afirmar que foi a chuva mais forte, mas posso dizer que ela foi muito mais intensa do que o Inmet registrou, e certamente foi uma das mais fortes da história.
( Inea: Quantidade de chuva que atingiu a Região Serrana tem probabilidade de acontecer a cada 350 anos )
Segundo Marilene, o Inmet não levou em conta o fato de o temporal ter desabado na noite do dia 11 e madrugada do dia 12, fornecendo indicadores para cada dia separadamente. Isso significa que a chuva registrada até a meia-noite do dia 11 não foi somada à que caiu no dia 12, distorcendo a avaliação. De acordo com o Inea, as cinco estações do órgão em Friburgo, em funcionamento desde 2008, acusaram precipitação superior a 230mm, contra os 182,8mm informados pelo Inmet para Friburgo. Embora o Inea não tenha estações em Teresópolis, a presidente do órgão também afirmou que a chuva na cidade foi bem superior aos 124,6mm divulgados pelo Inmet.
Ainda segundo Marilene, uma análise estatística do temporal indicou que ele é um fenômeno com um período de recorrência estimado em 350 anos.
- Os dados do Inmet não servem para definir se esta foi ou não a maior chuva que já atingiu a região - disse ela. - Não posso afirmar que foi a chuva mais forte, mas posso dizer que ela foi muito mais intensa do que o Inmet registrou, e certamente foi uma das mais fortes da história.
( Inea: Quantidade de chuva que atingiu a Região Serrana tem probabilidade de acontecer a cada 350 anos )
Segundo Marilene, o Inmet não levou em conta o fato de o temporal ter desabado na noite do dia 11 e madrugada do dia 12, fornecendo indicadores para cada dia separadamente. Isso significa que a chuva registrada até a meia-noite do dia 11 não foi somada à que caiu no dia 12, distorcendo a avaliação. De acordo com o Inea, as cinco estações do órgão em Friburgo, em funcionamento desde 2008, acusaram precipitação superior a 230mm, contra os 182,8mm informados pelo Inmet para Friburgo. Embora o Inea não tenha estações em Teresópolis, a presidente do órgão também afirmou que a chuva na cidade foi bem superior aos 124,6mm divulgados pelo Inmet.
Ainda segundo Marilene, uma análise estatística do temporal indicou que ele é um fenômeno com um período de recorrência estimado em 350 anos.
Defesa Civil anuncia entrega de 1,5 mil relatórios do Cuiabá

Serão entregues 1.569 Relatórios de Ocorrência (R.O) solicitados por moradores de Itaipava.
A Coordenadoria de Defesa Civil do município (Comdec) iniciará a entrega dos 1.569 Relatórios de Ocorrência (R.O.) referentes a solicitações de vistoria promovidas por moradores das localidades atingidas pelas chuvas de janeiro em Itaipava. Os documentos estarão à disposição dos moradores a partir da próxima quarta-feira, das 9h às 17h, no Centro de Cidadania Jorge Lauretti, em Itaipava. O solicitante deverá apresentar um documento de identidade ou procuração legal em nome do próprio para efetuar a retirada do laudo.
Técnicos da Defesa Civil e demais órgãos responsáveis pelos trabalhos de análise estrutural tiveram que reavaliar 1.122 imóveis para que os relatórios pudessem ser expedidos em definitivo. Devido ao fato de que muitos imóveis passaram por avaliações de caráter emergencial e que, por conta da inacessibilidade a diversas edificações e a invisibilidade parcial de determinados locais que acumulavam grande quantidade de lama ou detrito logo após as ocorrências, não existia possibilidade de localizar e avaliar deformações ou rupturas estruturais em face da situação que muitas edificações se encontravam nos primeiros momentos após a tragédia.
“Devido ao caráter emergencial da situação que encontramos tão logo acessamos as localidades após as chuvas, realizamos um serviço de prevenção e muitas casas foram interditadas com o intuito de manter a segurança das famílias que nelas moravam. Mas, com a normalização das áreas e a limpeza realizada pelas equipes da Prefeitura, voltamos a campo e realizamos esse processo de reavaliação de 1.122 edificações atingidas. Agora cada morador terá em mãos um documento que irá demonstrar a real situação do imóvel e com base nesse laudo todos poderão ter um melhor entendimento de como proceder em relação às suas propriedades”, disse o coordenador da Defesa Civil, coronel Carlos Francisco de Paula.
Os trabalhos de campo para a confecção dos Relatórios de Ocorrência foram iniciados e realizados por uma equipe de 19 técnicos, de 14 de janeiro a 16 de fevereiro deste ano. Os números dos R.O.’s que receberam a reavaliação serão mantidos, mas terão uma observação assinalada no corpo do texto do documento. Técnicos das secretarias de Obras (SOB), Planejamento e Urbanismo (SPU/Nufic), Trabalho, Assistência Social e Cidadania (Setrac), Meio Ambiente (SMADS) e Habitação (Sehab) também fizeram parte do grupo de avaliação que atuou em Itaipava.
O cancelamento das festividades do Carnaval neste ano em Petrópolis teve como objetivo principal reverter os recursos que seriam empregados na montagem de toda infraestrutura (cerca de R$ 1 milhão) para a compra de terrenos que serão utilizados na construção de edificações populares, que serão entregues às vítimas das chuvas e que hoje recebem R$ 500 do programa de aluguel social.
A Coordenadoria de Defesa Civil do município (Comdec) iniciará a entrega dos 1.569 Relatórios de Ocorrência (R.O.) referentes a solicitações de vistoria promovidas por moradores das localidades atingidas pelas chuvas de janeiro em Itaipava. Os documentos estarão à disposição dos moradores a partir da próxima quarta-feira, das 9h às 17h, no Centro de Cidadania Jorge Lauretti, em Itaipava. O solicitante deverá apresentar um documento de identidade ou procuração legal em nome do próprio para efetuar a retirada do laudo.
Técnicos da Defesa Civil e demais órgãos responsáveis pelos trabalhos de análise estrutural tiveram que reavaliar 1.122 imóveis para que os relatórios pudessem ser expedidos em definitivo. Devido ao fato de que muitos imóveis passaram por avaliações de caráter emergencial e que, por conta da inacessibilidade a diversas edificações e a invisibilidade parcial de determinados locais que acumulavam grande quantidade de lama ou detrito logo após as ocorrências, não existia possibilidade de localizar e avaliar deformações ou rupturas estruturais em face da situação que muitas edificações se encontravam nos primeiros momentos após a tragédia.
“Devido ao caráter emergencial da situação que encontramos tão logo acessamos as localidades após as chuvas, realizamos um serviço de prevenção e muitas casas foram interditadas com o intuito de manter a segurança das famílias que nelas moravam. Mas, com a normalização das áreas e a limpeza realizada pelas equipes da Prefeitura, voltamos a campo e realizamos esse processo de reavaliação de 1.122 edificações atingidas. Agora cada morador terá em mãos um documento que irá demonstrar a real situação do imóvel e com base nesse laudo todos poderão ter um melhor entendimento de como proceder em relação às suas propriedades”, disse o coordenador da Defesa Civil, coronel Carlos Francisco de Paula.
Os trabalhos de campo para a confecção dos Relatórios de Ocorrência foram iniciados e realizados por uma equipe de 19 técnicos, de 14 de janeiro a 16 de fevereiro deste ano. Os números dos R.O.’s que receberam a reavaliação serão mantidos, mas terão uma observação assinalada no corpo do texto do documento. Técnicos das secretarias de Obras (SOB), Planejamento e Urbanismo (SPU/Nufic), Trabalho, Assistência Social e Cidadania (Setrac), Meio Ambiente (SMADS) e Habitação (Sehab) também fizeram parte do grupo de avaliação que atuou em Itaipava.
O cancelamento das festividades do Carnaval neste ano em Petrópolis teve como objetivo principal reverter os recursos que seriam empregados na montagem de toda infraestrutura (cerca de R$ 1 milhão) para a compra de terrenos que serão utilizados na construção de edificações populares, que serão entregues às vítimas das chuvas e que hoje recebem R$ 500 do programa de aluguel social.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Condomínios adotam coleta seletiva de lixo

Lançado há um ano pela Secretaria do Ambiente, o projeto Coleta Seletiva Solidária, que visa à capacitação de pessoas e ao planejamento participativo da coleta seletiva municipal e que atua, até agora, em quatro linhas de ação – gestores públicos municipais, escolas estaduais, catadores e órgãos públicos estaduais –, ganha, no próximo mês, a adesão de condomínios.
A informação foi prestada, na manhã desta sexta-feira, por Lourdes Guimarães, assessora técnica da Superintendência de Educação Ambiental, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), na abertura do segundo dia do Congresso Estadual do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), no Centro Cultural da Ação e Cidadania (CCAC), na Zona Portuária do Rio.
- Serão 1,2 mil associações de condomínios ligadas à Associação Brasileira de Administradores de Imóveis (Abadi) e cada associação destas tem, em média, 800 prédios filiados.
Técnicos da Secretaria e do Inea vão capacitar e conscientizar síndicos e empregados de condomínios para realizar no próprio prédio a coleta seletiva do lixo – afirmou Lourdes, responsável pela coordenação dessa nova ação.
Pelo projeto, o material reciclável do lixo doméstico será encaminhado para as cooperativas do entorno e o restante recolhido pelas empresas de coleta pública. O programa é coordenado pela gerente de Educação Ambiental do Inea, Pólita Gonçalves.
O público-alvo são secretários de meio ambiente e de órgãos envolvidos com a gestão de resíduos do município, representantes dos órgãos públicos estaduais e federais, gestores escolares, associações de moradores, cooperativas de catadores, agentes de saúde, organizações da sociedade civil, fabricantes implicados na Lei 3.369 e conselhos municipais de meio ambiente.
Iniciado em outubro de 2009, o projeto até julho deste ano já atendeu 20 municípios, realizou 40 oficinas e contou com a participação de 1.220 pessoas. Dos 20 municípios, seis já implantaram coleta seletiva de lixo (Teresópolis, Petrópolis, Carmo, Duque de Caixas, Miguel Pereira e Mendes) e três (Angra dos Reis, Laje de Muriaé e Queimados) estão em fase de implantação. Duzentas e setenta e nove escolas estaduais foram atendidas indiretamente e 16 diretamente em visitas individuais dos técnicos do Inea.
- O objetivo do projeto é, num primeiro momento, reduzir em 40% a quantidade de lixo despejado nos vazadouros – frisou a assessora do Inea.
Na terça-feira, a secretária do Ambiente, Marilene Ramos, vai lançar o Pacto pela Reciclagem, uma parceria com o MNCR e a Prefeitura do Rio. A medida visa ao fortalecimento da cadeia produtiva da reciclagem no estado através do incentivo à coleta seletiva, a fim de aumentar o volume de material para reciclagem.
Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada), menos de 3% do lixo urbano brasileiro vai para a reciclagem.
Dentro do pacto pela reciclagem, a Secretaria do Ambiente se compromete a construir os galpões, com a Comlurb, para a triagem e a coleta seletiva. A secretária participou ontem da abertura do congresso do MNCR, que termina no domingo.
Nesta sexta-feira, o superintendente de Qualidade Ambiental da Secretaria do Ambiente, Jorge Pinheiro, apresentou o painel Soluções Sustentáveis para a Questão do Lixo no estado.
– A Secretaria do Ambiente desenvolve uma política nessa área apoiada em três eixos de ações: a erradicação dos lixões, com a implantação de aterros sanitários controlados, a articulação de um plano estadual de gestão de resíduos e o programa Recicla Rio para reaproveitamento desses materiais, evitando o esgotamento da vida útil dos aterros. Com isso, a gente espera fechar o ciclo dos resíduos – detalhou o superintendente.
Com o fim dos lixões, os catadores de materiais recicláveis serão aproveitados em cooperativas que integram a gestão municipal de coleta seletiva de resíduos, segundo Pinheiro. Para Valéria Pereira Bastos, da comissão técnica do MNCR, a categoria precisa se organizar para a nova realidade.
– Este congresso propõe-se a apresentar, mais uma vez, a situação do catador e sua proposta de estabelecimento de políticas públicas que assegurem à categoria o pleno exercício da profissão, considerada importante agente econômico e ambiental da sociedade.
Representantes da União, do Estado e do município estão concentrando esforços no sentido de alavancar propostas de organização da categoria no estado, onde a dificuldade de reunir esses profissionais é grande – conceituou Valéria Bastos.
Fonte: Imprensa RJ
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